Percorrer por data de Publicação, começado por "2025-07-30"
A mostrar 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de ordenação
- Relação entre o comprometimento cognitivo e a memória autobiográfica na perturbação neurocognitiva majorPublication . Santos, Jéssica Pereira; Fernandes, CarinaO presente estudo teve como objetivo investigar a correlação entre o nível de funcionamento cognitivo de pacientes diagnosticados com Perturbação Neurocognitiva Major e a sua capacidade de Memória Autobiográfica. Recorreu-se ao método quantitativo, avaliando dimensões como a memória episódica, semântica e autobiográfica, bem como variáveis sociodemográficas como a idade e a escolaridade. A avaliação Neurocognitiva incluiu os seguintes instrumentos: 1) questionário sociodemográfico, que permitiu fazer a caracterização da amostra; 2) Montreal Cognitive Assessment Test (MOCA), que forneceu uma medida do funcionamento cognitivo geral; 3) Teste de Memória Autobiográfica de Williams, que foi utilizado para avaliar a Memória autobiográfica; 4) Escala de depressão geriátrica, que foi utilizada para quantificador sintomas de depressão nas pessoas idosas; 5) Inventário de ansiedade geriátrica, que foi utilizado para quantificador sintomas de ansiedade; 6) Auditory Verbal Learning Test, para avaliar a capacidade de aprender, reter e lembrar as informações apresentadas pela forma auditiva; 7) subteste de Informação da Escala de Inteligência de Wechsler (WAIS-III), para avaliar o conhecimento geral adquirido previamente e ainda a compreensão verbal. A amostra foi constituída por 36 idosos, com idades compreendidas entre os 54 e os 95 anos. Os resultados revelaram uma correlação significativa entre a memória autobiográfica e o funcionamento cognitivo, bem como com a memória episódica, nas tarefas de evocação imediata e diferida avaliadas pelo AVLT. No entanto, não foram observadas correlações estatisticamente significativas entre a memória autobiográfica e a memória semântica. Apesar das limitações, como o tamanho reduzido da amostra, os resultados obtidos contribuem para o desenvolvimento de estratégias de intervenção que visem minimizar os impactos negativos do declínio cognitivo na memória autobiográfica.
- Profilaxia pós-exposição de risco (PEP) em profissionais de saúdePublication . Oliveira, Paulo André Gonçalves; Castro, Ana Rita; Soares, SandraOs profissionais de saúde desempenham funções e serviços fundamentais para o bem-estar da comunidade, sendo estes a quem a população recorre em situações de doença ou diagnóstico. Todos os dias estes podem estar sujeitos a fatores de risco, sejam estes de ordem instrumental, física ou biológica. Foram entregues questionários a profissionais de saúde com o objetivo avaliar o conhecimento, perceção e preparação dos profissionais de saúde relativamente à profilaxia pós-exposição (PEP), no contexto ocupacional. A amostra foi composta por 103 profissionais, maioritariamente do sexo feminino, com idades entre os 35 e os 44 anos e formação superior, predominantemente do distrito de Braga. Verificou-se um elevado nível de familiaridade com a PEP (99%), sobretudo em situações de exposição a instrumentos perfurocortantes e sangue contaminado, embora se tenham identificado lacunas no reconhecimento de outras formas de exposição, como o contacto com fluidos corporais infetados. Apenas 9 participantes referiram ter utilizado a PEP, sendo os acidentes com agulhas a principal causa. A maioria iniciou o tratamento dentro das 72 horas recomendadas, embora alguns tenham enfrentado obstáculos institucionais. Apesar de todos terem completado o regime terapêutico, foram reportados efeitos adversos, o que aponta para ambiguidades na interpretação das dificuldades enfrentadas. Observou-se ainda confusão na identificação dos fármacos constituintes da PEP, sendo frequentemente mencionados medicamentos não incluídos no protocolo oficial. Conclui-se que, apesar de existir um conhecimento geral satisfatório sobre a PEP, persistem lacunas conceptuais e operacionais. Recomenda-se o reforço da formação contínua, a atualização de protocolos institucionais e a implementação de estratégias de sensibilização que promovam a adesão ao protocolo e garantam a proteção efetiva dos profissionais de saúde.
