Faculdade de Ciências da Saúde
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Percorrer Faculdade de Ciências da Saúde por autor "Abaab, Inès"
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- A perspetiva bidirecional entre a saúde oral e a doença de Alzheimer: revisão integrativaPublication . Abaab, Inès; Costa, CéuIntrodução: A Doença de Alzheimer (DA) é a causa mais comum de demência, afetando cerca de 57 milhões de pessoas em todo mundo. Trata-se de uma doença neurodegenerativa progressiva, com impactos significativos na autonomia e qualidade de vida. A literatura recente tem apontado para uma possível relação bidirecional entre a DA e a saúde oral, mediada por mecanismos inflamatórios e infeciosos. Objetivos: Analisar a associação bidirecional entre a DA e a saúde oral, explorando como a doença periodontal pode influenciar os processos neurodegenerativos e, inversamente, como o declínio cognitivo afeta negativamente a saúde oral. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, baseada na estratégia PECO com abordagem dupla. A pesquisa foi efetuada nas bases de dados PubMed, EBSCO e Lilacs, utilizando os termos “Alzheimer”, “saúde oral” e “periodontite”. Aplicaram-se critérios rigorosos de inclusão e exclusão, resultando na seleção de oito artigos publicados entre 2020 e 2025. Resultados: Os estudos incluídos mostraram maior prevalência de periodontite em indivíduos com DA, associada a uma higiene oral deficiente e dependência dos cuidadores. Por outro lado, vários trabalhos identificaram a presença de Porphyromonas gingivalis e outras bactérias orais no tecido cerebral de pacientes com DA, bem como níveis elevados de citocinas inflamatórias em fluidos orais e saliva. Estes achados apontam para um possível eixo infeção – inflamação – neurodegenerescência como fator de ligação entre as duas condições. Conclusão: A evidência atual sugere uma interação bidirecional entre a saúde oral e a DA. A deterioração da função cognitiva compromete os cuidados orais, ao passo que as infeções orais crónicas podem contribuir para a progressão da neurodegenerescência. Estes dados reforçam a importância de integrar a saúde oral na abordagem multidisciplinar à demência e considerá-la um fator modificável na prevenção do declínio cognitivo. Novos estudos longitudinais são essenciais para consolidar esta relação e guiar intervenções preventivas eficazes.
