Departamento de Ciências Farmacêuticas
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Percorrer Departamento de Ciências Farmacêuticas por orientador "Araújo, Ana Margarida"
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- Avaliação do potencial anticancerígeno do canabidiol em células do carcinoma renal humanoPublication . Sousa, Débora Beatriz Aguiar; Carvalho, Márcia; Araújo, Ana MargaridaO canabidiol (CBD), principal canabinoide não psicotrópico da Cannabis sativa, possui diversas ações farmacológicas com potencial terapêutico, incluindo efeitos antitumorais. Contudo, o seu efeito específico no carcinoma de células renais (CCR) é ainda desconhecido. Para preencher esta lacuna de conhecimento, este trabalho teve como principal objetivo avaliar o potencial antitumoral do CBD em células do carcinoma renal humano. Reconhecendo que as condições de cultura celular, particularmente a presença de soro no meio de cultura, podem modular os efeitos antitumorais dos canabinoides, a potencial influência deste suplemento de crescimento na resposta ao CBD foi igualmente explorada. Assim, o perfil citotóxico do CBD foi avaliado em linhas celulares renais humanas tumorais (Caki-1 e 769-P) e não tumorais (HK-2), utilizando meio isento de soro bovino fetal (FBS) ou contendo 5% deste suplemento. As células Caki-1, 769-P e HK-2 foram expostas a uma ampla gama de concentrações de CBD (1-100 μM) a diferentes tempos de exposição. Neste trabalho foram avaliados parâmetros como a viabilidade celular, o efeito antiproliferativo e a formação de espécies reativas de oxigénio (ROS). Os resultados revelaram que o CBD induziu uma diminuição da viabilidade celular de modo dependente da concentração em todas as linhas e condições testadas. Após 24 horas de exposição em meio contendo soro, verificou-se que as células HK-2 e Caki-1 eram as mais sensíveis à toxicidade do CBD, seguidas pelas células 769-P (os valores de IC50 foram, respetivamente, 14,5, 14,8 e 20,1 μM; p=0,0052). Na ausência de soro, os valores de IC50 diminuíram significativamente (5,2, 6,9 e 6,8 μM para células HK-2, Caki-1 e 769-P, respetivamente), demonstrando que a presença de soro diminuiu substancialmente a sensibilidade celular ao CBD. Os valores de IC50 obtidos após 48h foram semelhantes, indicando que este efeito não é dependente do tempo de exposição. Foi ainda observado que o CBD inibiu a proliferação de todas as linhas estudadas, de forma mais significativa para as Caki-1 e 769-P, na ausência de soro após 48 e 72 horas, como também na presença de soro, apenas para 769-P, para os mesmos tempos de exposição. Adicionalmente, verificou-se que o CBD induziu stress oxidativo em todas as linhas celulares, com um aumento estatisticamente significativo da formação de ROS, para as concentrações de 10 e 15 μM às 24 e 48 horas. Em conclusão, o CBD demonstrou efeito antitumoral in vitro em células do CCR, com maior eficácia na ausência de soro. No entanto, a citotoxicidade do CBD não foi seletiva para células tumorais, o que pode ser uma limitação significativa ao seu uso seguro na prática clínica.
- Cardiotoxic effects of methylone in rat H9c2 cardiomyocytes: role of oxidative stress and antioxidant interventionPublication . Moreira, Maria Monteiro; Carvalho, Márcia; Araújo, Ana MargaridaSynthetic cathinones (SCs) have emerged in recreational contexts as a novel class of psychoactive substances, producing amphetamine-like effects but also severe cardiovascular complications, including myocardial infarction and sudden cardiac death. Despite these risks, the mechanisms underlying SC-induced cardiotoxicity remain poorly understood. This study aimed to investigate the cardiotoxic potential of methylone, one of the most widely abused first-generation SCs. H9c2 rat cardiomyoblasts were exposed to methylone (0.01 - 4.0 mM) for 24 and 48 hours. Cell viability was determined by 3- (4,5-Dimethylthiazol-2-yl)-2,5 diphenyl tetrazolium bromide (MTT) reduction assay, and intracellular levels of reactive oxygen/nitrogen species (ROS/RNS) were quantified using the 2′,7′-dichlorofluorescein diacetate probe. The protective effects of the antioxidants ascorbic acid, N-acetyl-L-cysteine, and Trolox were also evaluated. Methylone induced concentration-dependent cytotoxicity, with an IC50 of 0.98 mM. ROS/RNS production increased markedly in both a concentration- and time-dependent manner, reaching a 4.8- fold increase after 24 h at IC50. Among the antioxidants tested, only ascorbic acid significantly improved cell viability. These results demonstrate that methylone exerts cardiotoxic effects in vitro, with oxidative stress playing a central role in its toxicity. The partial protection conferred by ascorbic acid highlights its potential as a therapeutic candidate against SC-induced cardiac injury.
- Papel do stress oxidativo na cardiotoxicidade da 3,4-dimetilmetcatinona: estudo in vitro em células H9c2Publication . Rocha, Verónica Juliana Magalhães da; Carvalho, Márcia; Araújo, Ana MargaridaAs catinonas sintéticas fazem parte do grupo das novas substâncias psicoativas (NSP) e são amplamente utilizadas como drogas recreativas devido aos seus efeitos psicoestimulantes, semelhantes aos das anfetaminas. A sua rápida disseminação constitui uma preocupação crescente para a saúde pública, sobretudo pelo risco de efeitos cardiovasculares graves, como arritmias, enfarte agudo do miocárdio e insuficiência cardíaca. Contudo, os mecanismos subjacentes à sua cardiotoxicidade permanecem pouco esclarecidos. Este estudo teve como objetivo investigar o potencial efeito cardiotóxico de uma destas substâncias, a 3,4-dimetilmetcatinona (3,4-DMMC), bem como o envolvimento do stress oxidativo neste processo. As células H9c2 foram expostas a várias concentrações de 3,4-DMMC (0,005 a 0,8 mM) durante 24 e 48 horas. A viabilidade celular foi avaliada através do ensaio de redução do MTT. A produção de espécies reativas de oxigénio e azoto (ROS/RNS) foi medida por fluorescência, utilizando o marcador DCFH-DA, em diferentes tempos (0,5 a 48 h), após incubação com a 3,4-DMMC nas concentrações correspondentes à EC10 e EC50. Para avaliar o efeito protetor de antioxidantes, as células foram pré-incubadas com ácido ascórbico (AA, 0,1 mM), Nacetilcisteína (NAC, 1 mM) ou Trolox (TRX, 0,2 mM), seguidas de exposição à 3,4- DMMC na concentração equivalente à EC40 durante 24 e 48 horas. A 3,4-DMMC reduziu significativamente a viabilidade celular de forma dependente da concentração, sem diferenças estatisticamente significativas entre os dois tempos de incubação. Observou-se um aumento progressivo dos níveis de ROS/RNS ao longo do tempo, com significância estatística a partir das 3 horas. Entre os antioxidantes testados, apenas o ácido ascórbico conseguiu atenuar os efeitos tóxicos da 3,4-DMMC. Os resultados obtidos demonstram que a 3,4-DMMC induz cardiotoxicidade in vitro de forma dependente da concentração, estando o stress oxidativo envolvido neste efeito. O ácido ascórbico revelou um efeito protetor claro, reforçando a importância de estudos futuros para melhor compreender os mecanismos de toxicidade e identificar estratégias terapêuticas eficazes.
