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| Projeto de graduação_2023105045 | 1.38 MB | Adobe PDF |
Orientador(es)
Resumo(s)
Este trabalho procura compreender de que forma o cinema de animação utiliza o storytelling para comunicar emoções e temas de tom mais pesado, como crises existenciais, depressão, medo ou a coragem de continuar, a um público de todas as idades. Partindo do enquadramento teórico de Wells (1998), Manovich (2001) e do monomito de Campbell (1949), aplicado ao cinema por Vogler (2017), o estudo analisa três filmes de animação de estúdios diferentes, Rango (2011), Soul (2020) e Surf's Up (2007), através de uma análise narrativa comparativa centrada no diálogo, no arco narrativo, nos recursos visuais e na mensagem geral de cada obra. A análise comparativa revela que, apesar de partirem de pontos de partida muito distintos, os três filmes convergem numa estrutura emocional semelhante, uma partida involuntária, uma provação que humilha ou esvazia o protagonista, e um regresso que troca a vitória esperada por uma forma de generosidade ou de coragem. Conclui-se que o storytelling na animação consegue tornar estes temas acessíveis precisamente por nunca os nomear de forma direta, traduzindo o sofrimento emocional em metáfora visual e em ação dramática.
This project examines how animated cinema uses storytelling to communicate heavier emotional themes, such as existential crises, depression, fear, or the courage to carry on to audiences of all ages. Drawing on the theoretical framework of Wells (1998), Manovich (2001), and Campbell's (1949) monomyth, as applied to film by Vogler (2017), the study analyses three animated films from different studios, Rango (2011), Soul (2020), and Surf's Up (2007), through a comparative narrative analysis focused on dialogue, narrative arc, visual resources, and the overall message of each work. The comparative analysis reveals that, despite starting from very different premises, the three films converge on a similar emotional structure: an involuntary departure, an ordeal that humiliates or hollows out the protagonist, and a return that exchanges the expected victory for a form of generosity or courage. The study concludes that storytelling in animation manages to make these themes accessible precisely by never naming them directly, translating emotional suffering into visual metaphor and dramatic action.
This project examines how animated cinema uses storytelling to communicate heavier emotional themes, such as existential crises, depression, fear, or the courage to carry on to audiences of all ages. Drawing on the theoretical framework of Wells (1998), Manovich (2001), and Campbell's (1949) monomyth, as applied to film by Vogler (2017), the study analyses three animated films from different studios, Rango (2011), Soul (2020), and Surf's Up (2007), through a comparative narrative analysis focused on dialogue, narrative arc, visual resources, and the overall message of each work. The comparative analysis reveals that, despite starting from very different premises, the three films converge on a similar emotional structure: an involuntary departure, an ordeal that humiliates or hollows out the protagonist, and a return that exchanges the expected victory for a form of generosity or courage. The study concludes that storytelling in animation manages to make these themes accessible precisely by never naming them directly, translating emotional suffering into visual metaphor and dramatic action.
Descrição
Projeto de Graduação apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Licenciado em Ciências da Comunicação.
Palavras-chave
Storytelling Animação Monomito Identidade Saúde emocional Animation Monomyth Identity Emotional wellbeing
