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| PPG_14325 | 3.79 MB | Adobe PDF |
Advisor(s)
Abstract(s)
Nos últimos anos, uma grande evolução na área da biotecnologia tem vindo a
permitir o desenvolvimento de um método terapêutico completamente inovador, a
terapia genética, com uma forma de encarar a patologia totalmente diferente da
convencional. Este método baseia-se na transferência de genes e sequências
regulatórias para células alvo, possibilitando a expressão de proteínas essenciais ou
inibindo a expressão de proteínas que de outro modo seriam nocivas, de forma a corrigir
deficiências hereditárias ou adquiridas.
Para transportar os genes para as células alvo usam-se diversas estratégias,
destacando-se a utilização de vetores, virais e não virais. Os vetores virais, derivados
de adenovírus, retrovírus ou vírus adenoassociados, cada qual com as suas
especificidades, que o torna mais ou menos apropriado para uma determinada
intervenção, são os mais frequentemente usados e os mais eficientes, existindo,
contudo, alguns receios quanto à sua utilização. Os não virais, devido, nomeadamente,
a uma menor imunogenicidade, abrem perspetivas de serem mais previsíveis e seguros.
A transferência dos genes ou sequências pode ocorrer in ou ex vivo. Pode ser
feita em diferentes fases do ciclo celular e em células somáticas ou células germinais,
sendo nestas menos comum. O gene terapêutico pode ou não ficar integrado de forma
permanente no genoma da célula alvo.
Após o primeiro ensaio clínico com sucesso, efetuado em 1990 para o
tratamento da deficiência na adenosina desaminase, vários ensaios clínicos de terapia
genética com resultados promissores foram realizados mundialmente por diversas
equipas. Existem alguns tratamentos em fases finais de avaliação e um já aprovado para
ser comercializado. In the last years, a great progress in biotechnology has allowed the development
of a completely new therapeutic approach, gene therapy, which has an entirely
unconventional new way of approaching pathology. This method relies on the transfer
of genes and regulatory sequences to target cells, allowing the expression of essential
proteins or inhibiting the expression of other proteins that would otherwise be harmful,
in order to correct inherited or acquired deficiencies.
To transfer genes into target cells several strategies are used, specially the usage
of viral and nonviral vectors. Viral vectors, derived from adenoviruses, retroviruses or
adeno-associated viruses, each one with its specifities, which makes it more or less
suitable for a given intervention, are more frequently used and are the most effective.
Nevertheless, there are some concerns about their use. The non-viral, mainly due to
lower immunogenicity, open perspectives of being more predictable and secure.
The transfer of genes or sequences can occur in or ex vivo. This can be
performed in different phases of the cell cycle, and in somatic cells or germ cells, being
less common in the last ones. The therapeutic gene may or may not be permanently
integrated in the genome of the target cell.
After the first successful trial, carried out in 1990 for the treatment of the
adenosine deaminase deficiency, several gene therapy clinical trials with promising
results have been carried out worldwide by various teams. There are treatments on the
final stages of evaluation and there is one already approved to be commercialized.
Description
Projeto de Pós-Graduação/Dissertação apresentado à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Ciências Farmacêuticas
Keywords
Terapia genética Vetores Transferência genética Gene terapêutico Transgene Gene therapy Vectors Genetic transfer Therapeutic gene Transgene
