| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 920.81 KB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A inteligĂȘncia/competĂȘncia emocional surge na literatura cientĂfica despoletada pela publicação do best seller âInteligĂȘncia Emocionalâ (Goleman, 1995), para representar um tipo de inteligĂȘncia que envolve o processamento de informação emocional e que permite a obtenção de sucesso e de resultados face a situaçÔes de desafio e de superação pessoal (Mayer, Salovey, & Caruso, 2002). No contexto profissional, e no da formação em particular, a inteligĂȘncia/competĂȘncia emocional parece ocupar um lugar de destaque na ação dos profissionais, especialmente na dos formadores: de facto, competĂȘncias emocionais como o autoconhecimento, a automotivação, a empatia e a capacidade de gerir emoçÔes do prĂłprio e dos outros tornam-se cruciais para gerir diferentes tipos de pĂșblico-alvo, estimular o interesse dos formandos e evitar conflitos interpessoais, criando um ambiente de aprendizagem agradĂĄvel e estimulante (Goleman, 2006).
Assim, o objetivo deste estudo Ă© o de avaliar a competĂȘncia emocional de formadores, tendo-se utilizado o QuestionĂĄrio de CompetĂȘncia Emocional (QCE), versĂŁo portuguesa reduzida do Emotional Skills and Competence Questionnaire (ESCQ), adaptado por Lima Santos e Faria (2005), constituĂdo por 24 itens, respondidos numa escala de tipo Likert, de seis pontos, entre âNuncaâ e âSempreâ, apresentando trĂȘs dimensĂ”es ou subescalas â Perceção Emocional, ExpressĂŁo Emocional e Capacidade para Lidar com a Emoção â, com 8 itens cada uma. Foi ainda construĂdo e utilizado um questionĂĄrio sociodemogrĂĄfico para caracterizar a amostra.
Os questionĂĄrios foram administrados a uma amostra de formadores, constituĂda por 114 participantes (59,6% do gĂ©nero feminino e 40,4% do gĂ©nero masculino), havendo predominĂąncia de participantes licenciados (64,0%).
Os resultados evidenciaram a ausĂȘncia de diferenças de gĂ©nero e de idade, e que os participantes com habilitaçÔes literĂĄrias superiores (licenciatura, mestrado e doutoramento) apresentavam maiores nĂveis nas trĂȘs dimensĂ”es da competĂȘncia emocional. Por sua vez, os formadores que autoavaliaram o seu desempenho como sendo inferior e que percecionaram o seu desempenho como sendo pior avaliado pelos formandos evidenciaram menores nĂveis de competĂȘncia emocional.
Em suma, neste estudo pode concluir-se que maiores habilitaçÔes literĂĄrias e uma melhor perceção do nĂvel de desempenho profissional assumem uma relação estreita com uma maior competĂȘncia emocional, pelo que parece relevante investir no desenvolvimento e promoção desta competĂȘncia nos formadores. After the publishing of the bestseller âEmotional Intelligenceâ (Goleman, 1995), emotional intelligence/competence emerged in scientific literature in order to represent a type of intelligence which includes emotional information processing and enables people to achieve positive outcomes when facing challenging situations and overcoming obstacles (Mayer, Salovey, & Caruso, 2002). Emotional intelligence/competence seems to be crucial to all activities across all types of work settings, especially in training. In fact, emotional competencies, such as self-awareness, self-motivation, empathy and the ability to regulate and manage one's emotions and those of others are crucial to the job of trainers, enabling them to manage different types of target audience, to stimulate trainees and to avoid interpersonal conflict, thus creating a pleasant and stimulating learning environment (Goleman, 2006).
Therefore the aim of this study is to assess the trainersâ emotional competence skills using the Portuguese short-form of the Emotional Skills and Competence Questionnaire (ESCQ) adapted by Lima Santos and Faria (2005) â QuestionĂĄrio de CompetĂȘncia Emocional (QCE). This questionnaire consists of 24 items rated on a six-point Likert scale from âNeverâ to âAlwaysâ, divided into three dimensions or subscales â Perceiving Emotion, Expressing Emotion and Ability to Manage and Regulate Emotion â, with 8 items each. In order to characterize the sample, a socio-demographic questionnaire was also created and used.
The questionnaires were administered to a sample of 114 participants, trainers of both sexes (59.6% female and 40.4% male), and there was a predominance of college graduates (64.0%).
The results revealed no differences concerning gender and age, and also revealed that participants holding a university degree (degree, masterâs degree and doctorate) achieved higher scores on the three emotional competence dimensions. On the other hand, those trainers who had given themselves lower self-evaluation scores concerning their performance and those who had perceived their performance scores as the least rated by their trainees showed lower levels of emotional competence.
In conclusion, this study pointed to the existence of a close connection between both higher qualifications and a better perception of oneâs own performance, and higher emotional competence. As such, these competencies should continue to be studied and developed, especially in trainers training.
Descrição
Dissertação apresentada à Universidade Fernando Pessoa como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Psicologia, ramo de Psicologia do Trabalho e das OrganizaçÔes
