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Publicação

Má utilização dos produtos cosméticos e a segurança dos consumidores: uma scoping review

datacite.subject.fosCiências Médicas::Medicina Básica
dc.contributor.advisorOliveira, Rita
dc.contributor.advisorAlmeida, Isabel F.
dc.contributor.authorFernandes, Bárbara da Silva
dc.date.accessioned2026-02-04T12:16:54Z
dc.date.available2026-02-04T12:16:54Z
dc.date.issued2025-11-04
dc.description.abstractA presente scoping review investiga as atitudes, perceções e comportamentos dos consumidores que representam um risco para a sua saúde devido ao uso inadequado de cosméticos. O estudo, que seguiu as diretrizes PRISMA-ScR (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses – extension for Scoping Reviews), focou-se em consumidores adultos, produtos cosméticos e os riscos para a saúde, incluindo reações adversas, efeitos secundários e efeitos tóxicos. A revisão conclui que a má utilização de produtos cosméticos é um desafio significativo para a segurança pública, abrangendo uma vasta gama de produtos como protetores solares, hidratantes, cosméticos para a área ocular e desodorizantes em spray. As principais causas identificadas para esta problemática incluem a falta de literacia em saúde dos consumidores e a perceção errónea de que produtos não medicinais são inerentemente menos perigosos. A complexidade da informação nos rótulos e a proliferação de desinformação, frequentemente veiculada por redes sociais ou influenciadores digitais, também contribuem. Outros fatores são a facilidade de acesso aos produtos, incluindo versões contrafeitas e adulteradas adquiridas online, e as lacunas regulatórias, como a dificuldade em distinguir categorias de produtos e a ausência de testes específicos para riscos de inalação em aerossóis. Fatores sociais, culturais e psicológicos, como a busca por padrões de beleza ou condições de saúde mental, podem levar a comportamentos de uso inadequado ou abuso. A utilização incorreta de produtos cosméticos pode originar consequências variadas e potencialmente graves. Entre os riscos encontram-se reações adversas dermatológicas, complicações resultantes de contaminação microbiológica, diminuição da eficácia de produtos destinados à fotoproteção e, em última instância, aumento da vulnerabilidade a doenças graves. Além disso, certas práticas culturais associadas ao uso de substâncias adulteradas podem desencadear reações alérgicas severas, enquanto o uso abusivo e intencional de determinados produtos, frequentemente relacionado com problemas de saúde mental, pode levar a lesões cutâneas significativas. Para minimizar estes riscos, o estudo sugere a implementação de uma estratégia abrangente, que inclua campanhas contínuas de sensibilização e educação sobre o uso correto, higiene, validade e armazenamento dos produtos. É crucial a rotulagem mais clara, transparente e padronizada internacionalmente, com instruções visuais sobre a quantidade e frequência de aplicação. O reforço dos mecanismos de regulamentação e uma maior responsabilidade da indústria cosmética na divulgação de informações científicas credíveis são igualmente importantes. A cooperação entre consumidores, profissionais de saúde e a indústria é determinante para garantir a segurança pública. As limitações do estudo incluem a escassez de literatura científica sobre o tema, a dificuldade de acesso a alguns artigos completos, a exclusão da literatura cinzenta (que pode omitir resultados importantes) e a falta de qualidade metodológica de alguns estudos existentes, o que pode afetar a generalização das conclusões. A subnotificação de casos de efeitos adversos na cosmetovigilância é também um constrangimento.por
dc.description.abstractThis scoping review investigates the attitudes, perceptions, and behaviors of consumers who pose a health risk due to the inappropriate use of cosmetics. The study, which followed the PRISMA-ScR (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses – extension for Scoping Reviews) guidelines, focused on adult consumers, cosmetic products, and health risks, including adverse reactions, side effects, and toxicities. The review concludes that the misuse of cosmetic products is a significant public safety challenge, encompassing a wide range of products such as sunscreens, moisturizers, eye cosmetics, and spray deodorants. The main causes identified for this problem include consumers' lack of health literacy and the misperception that nonmedicinal products are inherently less dangerous. The complexity of label information and the proliferation of misinformation, often spread by social media or digital influencers, also contribute. Other factors include the ease of access to products, including counterfeit and adulterated versions purchased online, and regulatory gaps, such as the difficulty in distinguishing product categories and the lack of specific testing for aerosol inhalation risks. Social, cultural, and psychological factors, such as the pursuit of beauty standards or mental health conditions, can lead to inappropriate use or abuse. The incorrect use of cosmetic products can lead to varied and potentially serious consequences. Risks include adverse dermatological reactions, complications resulting from microbiological contamination, decreased effectiveness of products intended for photoprotection, and, ultimately, increased vulnerability to serious diseases. Furthermore, certain cultural practices associated with the use of adulterated substances can trigger severe allergic reactions, while the abusive and intentional use of certain products, often linked to mental health problems, can lead to significant skin damage. To minimize these risks, the study suggests implementing a comprehensive strategy that includes ongoing awareness and education campaigns on the correct use, hygiene, shelf life, and storage of products. Clearer, more transparent, and internationally standardized labeling, with visual instructions on quantity and frequency of application, is crucial. Strengthening regulatory mechanisms and increasing the cosmetics industry's responsibility to disseminate credible scientific information are equally important. Cooperation between consumers, healthcare professionals, and the industry is crucial to ensuring public safety. Limitations of the study include the scarcity of scientific literature on the topic, difficulty in accessing some full articles, the exclusion of gray literature (which may omit important results), and the lack of methodological quality in some existing studies, which may affect the generalizability of the conclusions. Underreporting of adverse effects in cosmetovigilance is also a constraint.eng
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10284/15003
dc.language.isopor
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
dc.subjectMá utilização
dc.subjectCosméticos
dc.subjectSegurança do consumidor
dc.subjectLiteracia em saúde
dc.subjectReações adversas
dc.subjectEducação do consumidor
dc.subjectMisuse
dc.subjectCosmetics
dc.subjectConsumer safety
dc.subjectHealth literacy
dc.subjectAdverse reactions
dc.subjectConsumer education
dc.titleMá utilização dos produtos cosméticos e a segurança dos consumidores: uma scoping reviewpor
dc.title.alternativeMisuse of cosmetic products and consumer safety: a scoping revieweng
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
thesis.degree.nameMestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas

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