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Resumo(s)
A investigação aqui proposta insere-se numa lógica de interpretação sensível da cidade, no sentido simmeliano do termo. Nessa medida, inevitavelmente a sua dimensão simbólica é uma constante. Numa sociedade marcada pela volatilidade e pela transfiguração rápida das paisagens físicas e dos espaço urbanos, a representação dos mesmos tende a sofrer (re)configurações. O Porto é a cidade que será objeto de estudo, sendo que a escolha deste espaço urbano reveste-se de enorme pertinência visto terem sido vários os autores, desde o foro académico, passando pelo artístico e pelo literário, que se debruçaram sobre a cidade numa lente sensorial e interpretativa da mesma. Alicerçados nos contributos de Lefebvre e Soja, e inspirados por Kevin Lynch, nomeadamente nos seus mapas mentais, iremos perceber o modo como a cidade é (re)mapeada e como a mesma é elaborada aos olhos dos indivíduos que nela se movimentam. Considerando a relativa heterogeneidade geográfica e mesmo social da FLUP, elegemos os estudantes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto como população alvo na medida em que a mesma se assume como palco de coexistência de atores provenientes de diferentes espaços do país e do mundo que, por conseguinte, resultam em diferentes formas de (re)apropriações da cidade.
Descrição
Palavras-chave
Cidade Representações Mapas mentais Imagens
Contexto Educativo
Citação
Vidal, Diogo Guedes. 2017. "O Porto visto da FLUP: pistas para um conhecimento das imagens, representações, semânticas e memórias dos estudantes". IS Working Papers (56): 1-18. Disponível: http://isociologia.up.pt/sites/default/files/working-papers/WP%2056.pdf
Editora
Instituto de Sociologia da Universidade do Porto
