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A microbiota oral como indicador da progressão de doenças autoimunes: revisão integrativa

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Objetivo: Este trabalho tem como objetivo avaliar, através de uma revisão integrativa da literatura, a relação entre um desequilíbrio da microbiota oral, nomeadamente alterações na composição e diversidade das bactérias da boca, e três doenças autoimunes: artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistémico e síndrome de Sjögren. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa bibliográfica integrativa com base na seleção de 16 artigos científicos publicados entre 2014 e 2025, em bases de dados como PubMed, ScienceDirect e Scielo. Foram aplicados critérios de inclusão e exclusão rigorosos, comparando os perfis microbianos de indivíduos afetados e saudáveis. A partir daí, foram confirmados padrões consistentes de disbiose oral e avaliado o potencial desta assinatura microbiana como sinal precoce de doença. Resultados: Muitos estudos demonstraram que pacientes com estas condições apresentam um aumento de géneros inflamatórios como Prevotella e Veillonella, ao passo que bactérias protetoras como Streptococcus tendem a diminuir. Foram exploradas abordagens terapêuticas promissoras (probióticos e prebióticos e colutórios antimicrobianos seletivos) para restaurar o equilíbrio bucal e, assim, modular a resposta imune. Conclusão: No futuro, será importante estudar pessoas em risco de desenvolver doenças autoimunes para entender se a disbiose oral é causa ou consequência dessas condições. O uso de técnicas como metagenómica, transcriptómica e metabolómica pode ajudar a aprofundar o conhecimento sobre o papel da microbiota oral e possibilitar novas terapias.
Objective: This study aims to evaluate, through an integrative literature review, the relationship between an imbalance in the oral microbiota, namely changes in the composition and diversity of oral bacteria, and three autoimmune diseases: rheumatoid arthritis, systemic lupus erythematosus and Sjögren's syndrome. Methodology: An integrative literature search was carried out based on the selection of 16 scientific articles published between 2014 and 2025, in databases such as PubMed, ScienceDirect and Scielo. Strict inclusion and exclusion criteria were applied, comparing the microbial profiles of affected and healthy individuals. From there, consistent patterns of oral dysbiosis were confirmed and the potential of this microbial signature as an early sign of disease was evaluated. Results: Many studies have shown that patients with these conditions have an increase in inflammatory genera such as Prevotella and Veillonella, while protective bacteria such as Streptococcus tend to decrease. Promising therapeutic approaches (probiotics and prebiotics and selective antimicrobial mouthwashes) have been explored to restore oral balance and thus modulate the immune response. Conclusion: In the future, it will be important to study people at risk of developing autoimmune diseases to understand whether oral dysbiosis is a cause or a consequence of these conditions. The use of techniques such as metagenomics, transcriptomics and metabolomics may help to deepen the knowledge about the role of the oral microbiota and enable new therapies.

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Palavras-chave

Doenças autoimunes Microbiota oral Microbioma oral Lúpus eritematoso sistémico Artrite reumatoide Síndrome de Sjögren Disbiose Autoimmune diseases Oral microbiota Oral microbioma Systemic lupus erythematosus Rheumatoid arthritis Sjogren's syndrome “Dysbiosis

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