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- Odontogeriatria: projeto de educação para a saúde e promoção da saúde oral (Grande Porto)Publication . Marques, Leonor Fernandes Soares Ribeiro; Silveira, Augusta; Guimarães, Maria InêsObjetivos: O presente estudo teve como objetivo avaliar a saúde oral e a sua relação com a qualidade de vida em idosos institucionalizados, dando continuidade a um projeto iniciado no ano anterior e alargando a amostra a um maior número de participantes e centros de dia. Pretendeu-se ainda identificar as perceções desta população relativamente a intervenções educativas em saúde oral, bem como as principais barreiras e necessidades associadas ao acesso a cuidados. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo observacional, transversal e descritivo, realizado em três centros de dia da região do Porto: Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Boavista, Centro Social da Sé do Porto e Centro Social de São Pedro de Vilar do Paraíso. A amostra incluiu 67 idosos, com idades entre os 65 e os 98 anos (M=80,06; DP=7,65), maioritariamente do sexo feminino (73,1%). A recolha de dados incluiu um questionário sociodemográfico, o índice CPO-D, o índice de placa de O’Leary, o questionário OHIP-14 e um inquérito de consultoria sobre as ações de promoção de saúde oral. A análise estatística foi realizada com recurso ao programa SPSS, utilizando estatística descritiva e inferencial (teste de qui-quadrado e correlação de Spearman), considerando-se significativo p<0,05. Resultados: Os resultados evidenciaram valores médios elevados do índice CPO-D (24,40) e do índice de O’Leary (65,23%), refletindo uma condição oral fragilizada. Idosos com hábitos regulares de higiene oral apresentaram melhores indicadores clínicos em comparação com os que não os tinham. Verificou-se ainda uma correlação positiva entre o CPO-D e o OHIP-14 (r=0,418; p=0,029), indicando que piores condições orais se associam a maior impacto negativo na qualidade de vida. Os questionários de consultoria revelaram elevada satisfação com as ações realizadas, classificadas como “excelentes” pela maioria dos participantes, que manifestaram interesse na sua continuidade com frequência bianual. Conclusão: Este estudo confirma a forte relação entre saúde oral e qualidade de vida em idosos, destacando a necessidade de estratégias educativas contínuas, da integração de profissionais de saúde oral em centros de dia e da implementação de políticas que reduzam barreiras económicas e logísticas no acesso a cuidados. Investir em saúde oral nesta faixa etária constitui uma prioridade para promover um envelhecimento ativo e saudável.
