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- Adaptações na avaliação e no processo de aprendizagem dos alunos com necessidades específicas, no 3º ciclo e no ensino secundário, nas escolas públicas da ilha de São Miguel, da Região Autónoma dos AçoresPublication . Garcia, Cidália da Graça de Paiva; Saavedra, LuísaNa Região Autónoma dos Açores, a implementação do novo modelo pedagógico de Educação Inclusiva, estabelecido pelo Decreto Legislativo Regional n.º 5/2023/A, de 17 de fevereiro, posteriormente alterado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 34/2023/A, de 13 de outubro, marcou uma mudança significativa relativamente ao anterior paradigma da Educação Especial. Neste contexto, o presente estudo tem como objetivo analisar as adaptações implementadas no processo de avaliação das aprendizagens dos alunos nas escolas públicas do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário da ilha de São Miguel, após a entrada em vigor deste enquadramento legal. Pretende-se, igualmente, identificar as dificuldades sentidas pelos professores na implementação dessas adaptações, de forma a propor estratégias que apoiem a prática pedagógica e promovam uma avaliação mais equitativa, inclusiva e ajustada às necessidades de todos os alunos. A presente investigação enquadra-se numa metodologia de natureza quantitativa, descritiva e transversal. Participaram no estudo 63 professores do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário de escolas públicas da ilha de São Miguel. A recolha de dados foi realizada através da aplicação de um questionário composto por questões fechadas, organizadas numa escala de Likert de cinco pontos (1 = Nunca; 2 = Raramente; 3 = Algumas vezes; 4 = Muitas vezes; 5 = Sempre). Os resultados evidenciaram que os docentes reconhecem a importância das adaptações no processo de avaliação para promover uma educação mais inclusiva. Contudo, persistem dificuldades relacionadas com a implementação das medidas previstas na legislação, nomeadamente ao nível da formação específica, da disponibilidade de recursos e da definição de critérios de avaliação ajustados à diversidade dos alunos. Conclui-se que o reforço da formação contínua, o apoio técnico-pedagógico e a clarificação das orientações para a avaliação inclusiva constituem fatores fundamentais para consolidar práticas de avaliação mais justas, equitativas e promotoras do sucesso educativo de todos os alunos.
- Bem-estar docente: direitos, desafios e impactos no contexto da inclusão escolar na rede municipal de ensino de Vilhena/ROPublication . Couto, Edinéia Alves de Almeida; Alves, Ana Paula AntunesA educação inclusiva constitui um direito assegurado e um princípio fundamental para a garantia da equidade e da participação de todos os estudantes no contexto educacional. Nesse processo, torna-se necessário ampliar a reflexão para além das necessidades e do bem-estar dos alunos, considerando também as condições de trabalho, a formação e o bem-estar dos professores, uma vez que estes desempenham um papel fundamental na concretização de práticas inclusivas e na construção de um ambiente escolar acolhedor, acessível e participativo. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo geral compreender os principais desafios e impactos vivenciados pelos docentes na implementação da inclusão escolar de alunos com Necessidades Educacionais Especiais (NEE). Como objetivos específicos, pretendeu-se identificar os principais desafios e necessidades percecionados pelos docentes no desenvolvimento de práticas inclusivas e analisar os impactos percecionados do trabalho em contexto inclusivo ao nível profissional, pessoal e do bem-estar docente. A investigação adotou uma abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, envolvendo 15 docentes da rede municipal de ensino de Vilhena/RO, selecionados pela sua experiência direta com estudantes com NEE. Para a recolha dos dados, foi aplicado um questionário semiestruturado, constituído por questões fechadas e abertas. A análise seguiu os procedimentos da Análise de Conteúdo de Bardin (2016), contemplando as etapas de pré-análise, exploração do material, categorização e interpretação. Os resultados evidenciaram, no grupo participante, perceções de insuficiência da formação para a inclusão, limitações de recursos e apoio especializado, superlotação das turmas e desvalorização profissional. Foram também identificadas perceções de repercussões ao nível da motivação, satisfação profissional e bem-estar. Atendendo à natureza qualitativa, à amostra reduzida e ao carácter autorreportado dos dados, os resultados não permitem estabelecer relações de causalidade nem generalizações estatísticas para a totalidade da rede municipal.
- Perceção dos docentes dos 2.º e 3.º ciclos das escolas públicas da Região Autónoma dos Açores, sobre os desafios da implementação do Desenho Universal para a Aprendizagem e da Diferenciação Pedagógica no contexto da educação inclusivaPublication . Silva, Susana Raquel Pombinho Duarte da; Coelho, FátimaSabemos hoje que tanto o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) como a Diferenciação Pedagógica (DP) são pilares fundamentais na Educação Inclusiva e impõem grandes desafios aos professores. Este estudo de tipo descritivo e correlacional teve como objetivo compreender a perceção dos docentes dos 2.º e 3.º ciclos das escolas públicas da Região Autónoma dos Açores relativamente aos fatores que influenciam a implementação do DUA e da DP no contexto da Educação Inclusiva. Foram inquiridos 88 professores dos 2.º e 3.º ciclos da Região Autónoma dos Açores através de um questionário construído com base na literatura. Os resultados evidenciaram que as variáveis sociodemográficas não apresentam uma associação significativa com a implementação do DUA e da DP. Em contrapartida, as crenças dos docentes relativamente ao DUA, a formação contínua e a perceção do papel das lideranças escolares revelaram associações positivas com a implementação destas abordagens pedagógicas. Os resultados evidenciaram ainda uma forte associação entre as práticas de DUA e de DP, reforçando a complementaridade entre ambas. Conclui-se que a implementação do DUA e da DP depende da interação de fatores de natureza individual e organizativa, destacando-se a importância das conceções pedagógicas dos docentes, da formação contínua e do apoio das lideranças escolares na consolidação de práticas educativas inclusivas.
- Perceção dos professores sobre um programa de prevenção e intervenção em leitura e escrita, por terapeuta da fala, em aula de Português – programa "Leio para Crescer"Publication . Silva, Ana Rita Oliveira da; Saavedra, LuísaO presente estudo teve como objetivo principal analisar a perceção dos professores relativamente à implementação do Programa Leio para Crescer (PLC), dinamizado por uma terapeuta da fala, em contexto de sala de aula e no horário letivo da disciplina de Português, em regime de coadjuvação com o professor titular. O estudo enquadra-se na valorização das práticas colaborativas entre profissionais em contexto educativo e na promoção de competências linguísticas e metalinguísticas associadas à aprendizagem da leitura e da escrita nos primeiros anos de escolaridade. Desenvolveu-se um estudo de natureza quantitativa, de caráter descritivo e transversal, com uma amostra não probabilística por conveniência constituída por 35 professores do 1.º ciclo que participaram na implementação do PLC. Para a recolha de dados foi utilizado um questionário elaborado especificamente para os objetivos do estudo, com base na revisão da literatura e sujeito a validação por peritos. Os resultados evidenciaram uma perceção muito positiva dos professores relativamente à clareza, relevância e adequação do programa, bem como às melhorias percebidas nos alunos ao nível das competências linguísticas e metalinguísticas, fonológicas e de leitura e escrita. Verificou-se igualmente uma elevada valorização da colaboração entre professor e terapeuta da fala e da integração do programa nos conteúdos curriculares da disciplina de Português. Os professores manifestaram ainda uma elevada satisfação com a implementação do PLC e uma perceção favorável relativamente à continuidade e ao alargamento deste tipo de intervenção, tendo sido unânime o reconhecimento da importância da sua continuidade nas escolas. Os resultados permitem concluir que o PLC é percecionado pelos professores participantes como um modelo pertinente de intervenção preventiva, colaborativa e curricularmente integrada. Contudo, por se tratar de um estudo centrado nas perceções dos professores, os resultados não permitem determinar a eficácia objetiva do programa. O estudo pretende, assim, contribuir para o conhecimento sobre o papel do terapeuta da fala em contexto escolar e sobre o potencial de modelos colaborativos de intervenção na promoção das competências de leitura e escrita no início do 1.º ciclo.
- Inclusão escolar de alunos com perturbação do espetro do autismo: desafios docentes e estratégias pedagógicas na educação pré-escolarPublication . Domingos, Lorena Sabá Fonseca; Alves, Ana Paula AntunesA inclusão escolar de crianças com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) tem vindo a colocar desafios significativos às escolas e aos professores, exigindo adaptações pedagógicas, estratégias baseadas em evidência científica e um trabalho colaborativo entre docentes, famílias e equipas multidisciplinares. Neste contexto, torna-se fundamental compreender os fatores que favorecem uma educação verdadeiramente inclusiva, bem como as dificuldades que persistem na implementação de práticas educativas ajustadas às necessidades destes alunos. O presente estudo teve como objetivo compreender as dificuldades enfrentadas por escolas e docentes na inclusão de alunos com PEA, bem como identificar estratégias pedagógicas e modelos de intervenção sustentados pela evidência científica que possam contribuir para uma participação mais efetiva destes alunos no contexto educativo. Foram abordados modelos de intervenção amplamente reconhecidos, nomeadamente o modelo TEACCH, a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), o Modelo Denver de Intervenção Precoce (ESDM) e a Integração Sensorial. Foram igualmente exploradas estratégias como o Plano Educativo Individual/Plano Educativo Individualizado (PEI), a Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), as rotinas visuais e as histórias sociais, destacando o seu contributo para a promoção da comunicação, da autonomia, da participação e da aprendizagem em sala de aula. A investigação adotou uma metodologia qualitativa, de natureza descritiva, recorrendo à revisão da literatura científica e à realização de entrevistas semiestruturadas a dez docentes da educação pré-escolar de duas escolas privadas localizadas em Belém do Pará, Brasil. A seleção dos participantes foi efetuada através de uma amostragem não probabilística por conveniência, permitindo recolher informação sobre as experiências, perceções e práticas desenvolvidas pelos professores no contexto da inclusão de alunos com PEA. Os resultados evidenciam que a inclusão constitui um direito fundamental e que a sua concretização depende da formação contínua dos docentes, da disponibilidade de recursos pedagógicos adequados, do acesso a conhecimento científico atualizado e da articulação efetiva entre escola, família e equipa multidisciplinar. Conclui-se que o fortalecimento destas dimensões contribui para a implementação de práticas pedagógicas mais inclusivas, promovendo aprendizagens significativas, maior participação dos alunos e melhores oportunidades de desenvolvimento no contexto escolar.
- Impacto da formação de professores e de outros recursos educativos na inclusão escolar do município de VilhenaPublication . Afonso, Selvina Nonato da Silva; Saavedra, LuísaA educação inclusiva pressupõe a construção de condições pedagógicas, institucionais e humanas capazes de assegurar a participação e a aprendizagem de todos os estudantes. Esta dissertação teve como objetivo compreender, na perspetiva dos professores, de que forma a formação continuada e a disponibilidade de recursos educativos se relacionam com a promoção da inclusão escolar no Município de Vilhena, Rondônia. Realizou-se uma pesquisa de campo de abordagem quantitativa e caráter descritivo, utilizando-se um questionário estruturado aplicado a professores da rede municipal de ensino. A amostra efetiva foi constituída por 42 participantes, cujas respostas foram analisadas por frequências absolutas e percentuais. Os resultados evidenciaram um perfil predominantemente feminino (95,2%), com elevado nível de formação académica [expressiva experiência profissional]. Embora 73,8% dos participantes tenham informado já ter recebido formações continuadas voltadas à Educação Especial e à inclusão, somente 21,4% consideraram que essas formações contribuem plenamente para melhorar a inclusão, enquanto 59,5% avaliaram a contribuição como parcial. Quanto aos recursos didáticos, 54,8% entenderam que eles possibilitam parcialmente uma educação inclusiva de qualidade e 35,7% responderam negativamente. A assistência de profissionais especializados foi apontada por 61,9% como o apoio mais importante e a falta desse suporte apareceu, igualmente, como a principal dificuldade, indicada por 57,1% dos respondentes. Em contrapartida, verificou-se forte mobilização docente no planeamento: 90,5% declararam considerar sempre ou frequentemente estratégias e adaptações para alunos com necessidades educativas especiais, e 95,2% afirmaram realizar adaptações nos instrumentos de ensino sempre ou frequentemente. Conclui-se que a formação docente é necessária, mas não suficiente quando dissociada de apoio especializado, recursos adequados e condições organizacionais favoráveis. Os resultados reforçam, assim, a necessidade de políticas de formação continuada contextualizadas, articuladas com o apoio especializado, a disponibilização de recursos educativos adequados, o trabalho colaborativo e o fortalecimento das redes multiprofissionais de apoio às escolas.
- A formação em inclusão escolar no curso de Pedagogia em Brasília (DF): análise das matrizes curriculares e perceções dos estudantesPublication . Lima Júnior, José Ribamar de; Coelho, FátimaO presente estudo teve como objetivo analisar a adequação da matriz curricular do curso de Pedagogia na preparação de professores para a inclusão escolar, bem como compreender a perceção dos estudantes acerca da formação em educação inclusiva durante a graduação. A pesquisa foi realizada em duas instituições de ensino superior localizadas na cidade de Brasília, Distrito Federal, Brasil, no ano de 2026. Adotou-se uma abordagem de natureza quantitativa, utilizando como instrumento de coleta de dados um questionário estruturado, aplicado a 106 estudantes do curso de Pedagogia. Os resultados indicaram que a educação inclusiva está presente nas matrizes curriculares e é reconhecida pelos estudantes como um componente relevante da formação docente. No entanto, verificou-se que essa inserção não garante, por si só, a efetividade do processo formativo, uma vez que foram identificadas fragilidades relacionadas à profundidade dos conteúdos, à articulação entre teoria e prática e à oferta de experiências formativas em contextos inclusivos. Também se constatou que o suporte pedagógico oferecido pelos professores formadores e as oportunidades práticas ao longo do curso ainda são percebidos como insuficientes por parcela significativa dos participantes. Concluiu-se que, embora haja avanços na incorporação da temática da inclusão nos currículos dos cursos de Pedagogia, persistem desafios importantes na formação inicial de professores, especialmente no que se refere à preparação prática e ao desenvolvimento da confiança para atuação em contextos inclusivos. Evidenciou-se uma contradição entre o reconhecimento da importância da educação inclusiva e a percepção de insuficiência na formação recebida, indicando a necessidade de revisão das propostas curriculares e fortalecimento das estratégias formativas.
