Percorrer por data de Publicação, começado por "2026-05-13"
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- Ensino e aprendizagem em crianças com transtorno do espectro autista em escolas públicas no município de Vilhena – RO: colaboração entre escolas e famíliaPublication . Cruz, Adriana Caveriani; Marinho, SusanaA escola é o local de convivência e aprendizagem, isso nos remete a refletir na importância da interação entre família e escola na garantia de aprendizagem das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nesse sentido percebemos a importância do trabalho do professor no processo de alfabetização do aluno com (TEA), porém o mesmo precisa de parceria e colaboração da família e da equipe multidisciplinar necessária para potenciar as capacidades da criança no processo de aprendizagem e socialização no ambiente escolar. Algumas famílias ao receber o diagnóstico do filho com TEA demonstram dificuldades de aceitação, que podem condicionar a intervenção inicial precoce de extrema importância para a criança. Nesse momento a escola e profissionais específicos devem ter empatia ao acolher essa família e trabalhar de maneira que possam entender as necessidades específicas que a criança tem para melhor se desenvolver em sua vida diária, seja no domínio cognitivo, na saúde, vida social, autonomia, entre outras demandas da criança. O professor não faz nada sozinho, não atinge grandes resultados sem apoio, ele precisa do auxílio de uma equipe multidisciplinar e da família para garantir a efetivação da aprendizagem do aluno com TEA, e isso nos leva a pensar: Como o processo de aprendizagem pode ser efetivamente desenvolvido em crianças com Transtorno do Espectro Autista quando as famílias enfrentam demandas intensas e desafios significativos, que muitas vezes limitam sua participação no acompanhamento familiar integrado com a escola e a equipe multidisciplinar? Para responder essa questão foi realizado um estudo com abordagem qualitativa, através de entrevistas semiestruturadas com nove professores e seis pais de crianças com TEA em escolas públicas do município de Vilhena-RO. Os resultados da pesquisa evidenciam que, apesar de limitações como a ausência de materiais adequados e a oferta insuficiente de formação continuada para professores, o trabalho pedagógico com crianças com TEA tem apresentado avanços progressivos. Observa se também que as famílias passaram a reconhecer com maior clareza a importância do acompanhamento sistemático dos filhos, tanto no ambiente escolar quanto no âmbito da equipe multidisciplinar, fortalecendo a colaboração necessária para o desenvolvimento integral dessas crianças. Diante dos resultados alcançados, espera-se que este estudo contribua para o fortalecimento de práticas pedagógicas mais inclusivas e colaborativas no atendimento às crianças com TEA. Como perspectiva futura, destaca-se a necessidade de ampliar a formação continuada dos professores, com foco em estratégias pedagógicas específicas, uso de materiais estruturados e adaptações curriculares que favoreçam o processo de alfabetização e aprendizagem desses alunos.
