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- Transtorno de oposição desafiante: desafios à inclusão escolarPublication . Araújo, Maria Soneide de; Marinho, SusanaO presente trabalho teve como temática de estudo os desafios encontrados no contexto educacional para a inclusão de alunos que apresentam comportamentos desajustados no ambiente escolar, principalmente, alunos diagnosticados com o Transtorno de Oposição Desafiante - TOD. O estudo tem uma abordagem qualitativa de caráter interpretativo, com entrevistas in loco e o conteúdo sendo analisado de acordo com Bardin (2016). Participaram da investigação: 3 orientadores educacionais e 3 professores com atuação no Ensino Fundamental I de escolas públicas no município de Vilhena, estado de Rondônia, Brasil. A fundamentação teórica desta pesquisa apoia-se em autores que retratam o TOD e suas implicações tanto em contexto social quanto em âmbito educacional como Brites (2019), que destaca estratégias de compreensão e manejo dos comportamentos desafiadores; Teixeira (2014) aborda aspectos clínicos e pedagógicos relacionados ao transtorno. Já Mantoan (2015) contribui com reflexões sobre inclusão escolar, além da APA - DSM-5-TR, (2022) e Machado (2025), que corroboram com os demais autores. A pesquisa foi desenvolvida nas escolas municipais onde os participantes foram inquiridos por meio de entrevistas semiestruturadas de forma presencial com gravação de áudio, segundo um guião elaborado pela pesquisadora. Os resultados permitiram constatar que a inclusão de estudantes com TOD no contexto escolar permanece como um desafio, gerando inquietações e expectativas entre muitos profissionais no âmbito educacional. Nota-se que as principais dificuldades encontradas no espaço escolar são: a participação efetiva das famílias, no acompanhamento dos filhos que apresentam problemas comportamentais, a escassez de suporte adequado e as formações continuadas aos educadores, sobretudo, no que diz respeito ao transtorno. Os relatos mostraram ainda que o acolhimento e o diálogo são ferramentas essenciais para desenvolver o sentimento de valorização e pertencimento do aluno com TOD no espaço escolar e desse modo contribuir com o seu processo de inclusão e aprendizagem. Os participantes reconheceram o suporte ofertado aos professores pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE) como importante auxílio ficando evidente esse apoio entre praticamente todos os participantes. Também ficou evidenciado que as estratégias e as práticas pedagógicas adotadas pelos participantes indicam diversidade e criatividade dos profissionais no atendimento do aluno com TOD, demonstrando interesse, dedicação e busca de conhecimentos, mesmo sem receber o preparo adequado e o suporte necessário para lidar com a situação. Concluiu-se com base nos resultados que mesmo havendo disposição e empenho dos docentes para enfrentar toda a demanda da sala de aula, a ausência de um suporte institucional robusto e contínuo limita a prática pedagógica e fragiliza a construção de uma inclusão verdadeiramente significativa.
