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- Mecanismos neurofisiológicos e abordagens terapêuticas na neurofisiologia da dor orofacial: revisão narrativaPublication . Cunha, Alêxia Shame Inglês da; Silva, Henrique; Magalhães, SóniaA dor orofacial representa uma condição complexa e multifatorial, frequentemente associada à disfunção temporomandibular (DTM), cuja compreensão exige uma análise aprofundada dos mecanismos neurofisiológicos subjacentes e das abordagens terapêuticas disponíveis. Esta revisão narrativa tem como objetivo discutir, de forma crítica, e integrar os principais avanços na compreensão da fisiopatologia da dor orofacial, destacando o papel da sensibilização central, da plasticidade neural e das neurotrofinas na cronificação da dor. Além disso, são exploradas abordagens terapêuticas, farmacológicas e não farmacológicas, com ênfase em intervenções inovadoras e personalizadas que buscam otimizar os resultados clínicos e melhorar a qualidade de vida dos doentes. As evidências recentes apontam para o papel crucial do sistema trigeminal e de alterações estruturais e funcionais em áreas corticais e subcorticais na modulação da experiência dolorosa. No âmbito terapêutico, os fármacos convencionais – antiinflamatórios, analgésicos, relaxantes musculares e neuromoduladores – apresentam eficácia limitada em casos de dor persistente. Em contraste, estratégias não farmacológicas, como acupuntura, neuromodulação não invasiva (Estimulação Magnética Transcraniana (TMS) e Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (tDCS)) e a toxina botulínica, emergem como alternativas seguras e promissoras, sobretudo em abordagens multidisciplinares. Entre as terapias inovadoras, os canabinoides têm demonstrado potencial analgésico e neuromodulador relevante, atuando sobre os recetores do sistema endocanabinoide e contribuindo para a redução da hiperexcitabilidade neuronal associada à dor crónica. A literatura atual reforça a necessidade de uma abordagem terapêutica personalizada, que integre fatores clínicos, psicossociais e genéticos, garantindo um acompanhamento contínuo para prevenir recaídas e efeitos adversos. Conclui-se que o tratamento eficaz da dor orofacial associada à DTM exige uma perspetiva terapêutica integrada e centrada no doente, apoiada na articulação entre o conhecimento neurofisiológico e as práticas terapêuticas contemporâneas.
