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- Avaliação do consumo de fármacos usados no tratamento da perturbação de hiperatividade e défice de atenção em PortugalPublication . Arriscado, Alzira Emília Meireles Brandão; Capela, João Paulo SoaresAtualmente, em Portugal, encontram-se aprovados três fármacos para o tratamento da Perturbação da Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA): o metilfenidato, a atomoxetina e a dismesilato de lisdexanfetamina. O metilfenidato, introduzido em 2003, representa o agente mais antigo disponível no mercado nacional e permanece o mais frequentemente prescrito. O presente trabalho teve como objetivo analisar a evolução da prescrição e da dispensa dos fármacos aprovados para o tratamento da Perturbação da Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) em Portugal, entre 2003-2022. Foram incluídos os três fármacos atualmente disponíveis no país, metilfenidato, atomoxetina e lisdexanfetamina, com descrição sumária da sua farmacologia e utilização clínica. Os dados evidenciam um aumento progressivo do consumo global, com destaque para o metilfenidato, que desde 2003 se mantém como o fármaco mais prescrito e dispensado. Enquanto que a atomoxetina apresentou uma quota de mercado reduzida e estável, sendo utilizada sobretudo em casos específicos. Já a lisdexanfetamina, recentemente introduzida, revelou um crescimento gradual nas vendas, sobretudo em idade pediátrica e adolescente. A estratificação temporal mostrou um aumento mais acentuado do consumo no período pós-pandemia de COVID-19, possivelmente associado a um maior número de diagnósticos, à intensificação de sintomas durante o confinamento e ao reforço da procura por cuidados de saúde. Sendo que, para além de Portugal, verificou-se um padrão semelhante a outros países europeus, como Espanha e Itália, onde o metilfenidato predomina, contrastando com os Estados Unidos, onde as anfetaminas têm maior expressão. Em síntese, os resultados destacam como principal via de tratamento, o metilfenidato e em via de crescimento a lisdexanfetamina, reforçando a necessidade de monitorização contínua para assegurar uma utilização racional e adequada destes fármacos.
