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- Tratamento das alopecias: tratamentos estabelecidos, inovação terapêutica e o papel do farmacêuticoPublication . Mendonça, Gonçalo da Cunha Azevedo; Gonçalves, SérgioA alopecia é definida pela perda de pelos e/ou cabelos em qualquer parte do corpo, uma condição médica com elevada prevalência. As alopecias androgénica, areata e cicatricial impactam significativamente a qualidade de vida, exigindo terapêuticas eficazes. Os tratamentos aprovados incluem o minoxidil tópico e a finasterida oral e tópica para a alopecia androgénica e o minoxidil e os corticosteroides para a alopecia areata. Apesar de habitualmente eficazes estes tratamentos apresentam desafios como respostas diferentes devido a variabilidade individual na resposta ao tratamento e efeitos adversos, como por exemplo dermatites e disfunção sexual, que diminuem a adesão terapêutica. Encontram-se em estudo novos fármacos para tentar suplantar a eficácia dos tratamentos estabelecidos. Aborda-se novas terapêuticas aprovadas, ainda apenas pelo Food and Drug Administration, os inibidores da Janus-Kinase. Relata-se o uso de medicamentos aprovados pelo Infarmed, mas usados em registo off-label, como a Espirolactona e o Lantanaprost, que demonstram resultados positivos para alopecias especificas. Discute-se também a utilização de suplementos e produtos de origem natural com influência no crescimento capilar. Neste trabalho também se fala sobre o Microneedling e a foto estimulação como complementos eficazes e sinérgicos com a terapia atual para a alopecia. Conclui-se o trabalho com a importância do Farmacêutico em interpretar as alopecias, que pode encontrar no dia a dia em Farmácia Comunitária, apresentando os tratamentos disponíveis e encorajando para aumentar a eficácia terapêutica, por ser tratamento prolongado.
- O papel dos metais no cancro e a utilização de quelantes de metais no seu tratamentoPublication . Rocha, Daniela Alves; Leal, Fernanda; Cardoso, Inês LopesObjetivo: A nível mundial, o cancro continua a ser uma das causas predominantes de mortalidade. Metais oligoelementares como o ferro, o cobre, o zinco, o manganês, o cobalto e o selénio exercem funções cruciais na respiração celular, imunidade, apoptose e sinalização. Contudo, a sua acumulação excessiva pode induzir inflamação crónica, gerar stress oxidativo e desencadear a carcinogénese. Face às limitações das terapias convencionais, têm sido exploradas novas abordagens, nomeadamente o uso de quelantes e ionóforos de metais, com o objetivo de modular seletivamente a homeostase metálica nas células tumorais. Assim, pretende-se analisar o papel dos metais no cancro e avaliar o potencial terapêutico dos quelantes metálicos. Metodologia: Consiste numa revisão narrativa do tema, fundamentada nas publicações científicas acessíveis entre 2019 e o final da formulação da dissertação (2025), consultadas nas bases de dados PubMed, Google Scholar e Web of Science. Resultados: O ferro destaca-se pela sua importância na replicação e sobrevivência celular tumoral. Quelantes como a deferoxamina e o deferasirox demonstram atividade antineoplásica, embora limitados pela baixa seletividade e toxicidade sistémica. O composto SK4 revela-se uma alternativa promissora, com maior seletividade para células tumorais, capacidade de inibição da ribonucleotídeo redutase e indução de apoptose, evidenciando superior eficácia e menor toxicidade. Conclusões: A quelação metálica, em especial através de compostos inovadores como o SK4, representa uma abordagem terapêutica promissora no tratamento do neoplásico. A sua eficácia em modelos pré-clínicos e o perfil seletivo sustentam a necessidade de validação clínica, podendo integrar uma terapêutica oncológica mais direcionada, segura e eficaz.
