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- Harmonização orofacial, ética e deontologia: perceção de médicos dentistas e estudantes de medicina dentária (5º ano) em PortugalPublication . Ferreira, Catarina Maria Carvalho Alves; Silveira, Augusta; Guimarães, Maria InêsA Harmonização Orofacial é uma área emergente na Medicina Dentária, integrando intervenções minimamente invasivas que visam melhorar a estética e a funcionalidade da região orofacial. Este campo tem vindo a ganhar destaque, impulsionado pelas suas múltiplas aplicações clínicas e pela crescente procura dos pacientes. Contudo, a sua prática levanta importantes questões éticas e deontológicas, sobretudo no que respeita à formação exigida e aos limites do exercício profissional por médicos dentistas. Este estudo tem como objetivo analisar as perceções de médicos dentistas e estudantes do último ano do Mestrado Integrado em Medicina Dentária em Portugal sobre a ética e a deontologia na Harmonização Orofacial. A investigação incide sobre três eixos principais: (1) os contextos que enquadram a realização dos procedimentos; (2) os requisitos formativos necessários à sua execução; e (3) a adequação dos estatutos da Ordem dos Médicos Dentistas à regulamentação desta prática. Foi elaborado um inquérito por questionário, aplicado a uma amostra representativa de médicos dentistas e estudantes do 5.º ano, através da plataforma Google Forms. Os dados obtidos foram analisados com recurso a software estatístico, garantindo uma interpretação rigorosa. Este trabalho pretende contribuir para o debate sobre os desafios ético-deontológicos da Harmonização Orofacial, promovendo a definição de diretrizes claras e a formação adequada dos profissionais. Ao fazê-lo, procura fomentar uma prática clínica segura, ética e de excelência, num momento em que esta área se afirma como um domínio de crescente relevância académica e profissional.
- Manifestações orais e novos métodos de diagnóstico em pacientes talassémicos: revisão integrativaPublication . Balzano, Marco; Castro, Filipe; Bulhosa, José FriasA talassemia é um dos distúrbios genéticos mais comuns a nível global, com distribuições características de determinadas áreas geográficas, étnicas e socioculturais. Consiste num distúrbio na síntese da hemoglobina caracterizado pela produção reduzida ou ausente de uma das cadeias de globina com excesso relativo da outra. Estes desequilíbrios das cadeias de globina causam hemólise, o que resulta em anemia leve a grave. Tem um amplo espectro de gravidade clínica, para a classificação clínica dividimos a talassemia em talassemia maior (TM), talassemia intermédia (TI) e talassemia menor. O quadro clínico das talassemias além de incluir anemia grave e progressiva, entre outras características, apresenta também alterações esqueléticas e deformações ósseas resultantes de níveis elevados de ferro no sangue, da expansão da medula óssea causada pela hematopoiese e renovação rápida de células sanguíneas e manifestações a nível oral. Os pacientes talassémicos apresentam um elevado risco de cárie dentária e são suscetíveis à doença periodontal. Assim, medidas preventivas eficazes devem ser implementadas para minimizar a necessidade de procedimentos odontológicos extensivos. Esta revisão bibliográfica tem como objetivo identificar os novos métodos de diagnóstico não invasivo assim como as implicações da talassemia na cavidade oral. Neste sentido, o objetivo desta revisão integrativa é analisar as principais manifestações orais encontradas em pacientes talassémicos, bem como verificar quais os métodos de diagnóstico existentes na atualidade. Para tal será efetuada uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados: PubMed, Science Direct e Google Scholar com combinações das seguintes palavras-chave: “talassemia”; “diagnostico não invasivo”; “doenças orais”; "doença dentaria". São definidos os seguintes critérios de inclusão: publicações escritas em português, italiano e inglês, com limite temporal dos últimos 15 anos (2009-2024), de modo a reunir informação pertinente sobre as implicações da talassemia na cavidade oral e os novos métodos de diagnóstico não invasivo. Serão excluídos os artigos que não estavam nas línguas escolhidas, duplicados, não realizados em humanos, sem disponibilidade na íntegra ou em que após a leitura do resumo e do corpo de texto, não servem o objetivo proposto. Através desta revisão integrativa verificou-se que existem estudos contrastantes que refletem a diversidade de resultados referentes às estruturas orais e maxilofaciais em pacientes talassémicos. Os pacientes talassémicos apresentam um elevado risco de cárie dentária e são suscetíveis à doença periodontal. Assim, medidas preventivas eficazes devem ser implementadas para minimizar a necessidade de procedimentos odontológicos extensivos. Contudo ainda há uma escassez de literatura sobre as manifestações orais, considerações dentárias e acompanhamento dentário em pacientes com talassemia, sendo necessário a realização de mais estudos neste âmbito e com uma maior amostra para evitar o viés.
- Response to bioterrorism in dental practice: a scoping reviewPublication . Chiadmi, Yasmine; Guimarães, Maria Inês; Moreira, TeresaIntroduction: Bioterrorism poses a serious public health threat, yet the role of dental professionals in response efforts remains underexplored. Many lack formal training despite their potential to aid in early detection and management. This scoping review examines existing literature on dentists' preparedness for bioterrorism, identifies knowledge gaps, and highlights strategies to improve their readiness. Objective: This scoping review maps how prepared dental professionals are to identify and respond to bioterrorism threats, focusing on their knowledge, training, and role in clinical and forensic contexts. Thus, the aim is to answer the research question: What is the level of preparedness of dentists in responding to bioterrorism, considering the available training, protocols, and preventive measures? Material and Methods: A literature review published without time or language limits. It was conducted using the electronic databases Pubmed, ScienceDirect, Medline (via BVS) and Web of Science. Inclusion and exclusion criteria were applied to select the most relevant publications, and this selection is summarized in the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) flowchart. Moreover, a PCC (Population-Concept-Context) strategy was developed to formulate the research question. Results: According to the criteria stated for inclusion and exclusion, 9 articles out of the 896 initially considered were selected for this study. These articles investigate various aspects of bioterrorism preparedness in dentistry, focusing on: knowledge of bioterrorism agents and related oral signs, attitudes and willingness to respond during bioterrorism or disaster events perceived vs actual preparedness and training gaps, educational needs and interest in formal training programs, factors influencing response readiness (e.g., education level, experience, job role), roles dentists can play in bioterrorism scenarios (triage, public education, infection reporting, etc.) All these articles are cross-sectional survey studies conducted mostly among dental professionals, including postgraduate dental students, dental faculties, dentists and dental graduates. Conclusion: Although dental professionals across various settings are highly willing to participate in bioterrorism response, most lack the necessary knowledge, clinical preparedness, and formal training. The reviewed studies consistently highlight significant educational gaps and limited integration of bioterrorism content into dental curricula. To address this, it is crucial to implement targeted strategies such as curriculum reform, simulation-based learning, and continuing professional education. Strengthening dentists’ preparedness will enhance their contribution to public health systems in the face of future bioterrorism threats.
- A influência do tabaco sobre o sucesso dos implantes: estudo observacionalPublication . Tahar, Shirel Simone; Campelo, ÁlvaroSão inúmeros os fatores que ditam o sucesso ou falha do tratamento com implantes dentários, entre os quais se encontram os hábitos tabágicos já que a exposição constante ao fumo do cigarro, a longo prazo causa alterações no metabolismo ósseo, na osteogénese e na angiogénese, que são importantes na osteointegração. Havendo alterações nestes processos, há maior risco de falha do implante. Já os médicos dentistas têm habilidades, competências e conhecimentos necessários para consciencializar os pacientes sobre os efeitos nocivos que o tabaco provoca na cavidade oral, da importância acrescida da higiene oral em fumadores, bem como os benefícios da sua cessação. Desta forma, o objetivo deste estudo é examinar as perceções e comportamentos dos pacientes fumadores em relação aos implantes dentários assim como de que forma são transmitidas as informações pelos médicos dentistas e como influenciam a decisão do paciente, principalmente no que diz respeito a alterações comportamentais necessárias para garantir o sucesso do implante dentário. O estudo transversal foi baseado em dois questionários online (Google Forms) aplicados a dois grupos distintos, um foi destinado a pacientes que receberam implantes dentários e outro destinado a médicos dentistas que realizaram a colocação de implantes dentários em pacientes fumadores. No fim do período de disponibilização dos questionários, foram recolhidas 51 respostas válidas. Foram obtidas 31 respostas validadas para pacientes fumadores, reabilitados com implantes dentários e 20 respostas para médicos-dentistas que já colocaram implantes dentários em pacientes fumadores. Verificou-se que, relativamente ao género dos inquiridos, existe uma predominância do género feminino (65 % nos pacientes fumadores e 70% nos médicos dentistas). Relativamente à idade dos pacientes, existe uma predominância dos jovens adultos com 51,6% apresentando idades entre os 18 e os 24 anos e 29% apresentando idade entre os 25 e 44 anos. O mesmo se verifica na idade dos médicos-dentistas com 55% apresentando idades entre os 18 e os 24 anos e 40% apresentando idade entre os 25 e 44 anos. Verificou-se também que a maioria dos pacientes fumadores que colocaram implantes alterou os seus hábitos tabágicos para a colocação dos mesmos, assim como foram informados por parte do médico-dentista das consequências de fumar no sucesso dos implantes dentários. Também a maioria dos médicos-dentistas não deixa de realizar o procedimento de colocação de implantes mesmo que os seus pacientes não deixem de fumar ou não alterem os seus hábitos tabágicos e as principais complicações relatadas pelos médicos-dentistas em pacientes fumadores são a má cicatrização, perda de osteointegração ou perda do implante. Futuramente, recomenda-se a realização de estudos com amostras de tamanho superior e que incluam informação completa sobre os hábitos tabágicos dos pacientes.
