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- Medicação intracanalar em endodontia: sim ou não?Publication . Lemos, Rui Carrington de; Matos, Miguel AlbuquerqueO Tratamento Endodôntico não Cirúrgico (TENC) caracteriza-se pela remoção química e mecânica da polpa dentária e pela eliminação dos microorganismos que provocaram a infecção. O sucesso da terapia Endodôntica depende da desinfecção, antissepsia e da obturação tridimensional do sistema de canais radiculares. O uso de Medicação Intracanalar no TENC tem como objetivo primordial o auxílio das soluções irrigantes na desinfecção dos canais radiculares. Neste trabalho é realizada uma análise sobre o tema pesquisado, por forma a formular uma conclusão sobre se é ou não necessário o uso de Medicação Intracanalar em Endodontia. Os resultados desta revisão permitem concluir que não há uma correlação perfeita entre a administração de Medicação Intracanalar e a total desinfeção do sistema de canais radiculares. O levantamento das pesquisas publicadas abrange publicações nacionais e internacionais, indexadas nas Bases de Dados B-on, Science- Direct, Google Academic e no livro Caminhos da Polpa e Pubmed.
- Fisiopatologia dos telómerosPublication . Ferreira, Ana Maria Pereira da Silva da Costa; Ribeiro, Maria GilO telómero é uma estrutura desoxiribonucleoproteica que está presente nas extremidades dos cromossomas eucarióticos e que é constituída por repetições hexaméricas em série, especificamente 5’-TTAGGG-3’, e por um complexo proteico designado por “shelterin”. Este complexo consiste num conjunto de seis proteínas evolutivamente conservadas que atuam na manutenção da integridade do DNA telomérico. A telomerase humana é um complexo ribonucleoproteico. Este complexo compreende um domínio altamente conservado com atividade de transcriptase reversa, um componente de RNA não codificante com uma região que é usada como molde, pelo local catalítico do domínio enzimático, para a síntese de DNA telomérico, e várias proteínas que participam na biogénese, montagem e recrutamento da telomerase para os telómeros. A erosão do DNA telomérico é um processo progressivo que resulta da incapacidade da DNA polimerase para replicar as extremidades lineares dos cromossomas eucarióticos. Esta limitação pode, no entanto, ser compensada pela ação da telomerase. O complexo telómero/telomerase é, assim, essencial para a estabilização e manutenção dos cromossomas, do genoma e da função celular. Alterações nos componentes deste complexo podem resultar no encurtamento ou alongamento do DNA telomérico e conduzir, subsequentemente, ao desenvolvimento de patologias específicas. Assim, este trabalho analisa os aspetos estruturais e funcionais do complexo telómero/telomerase, a sua relação com o envelhecimento e, ainda, as potencialidades e limitações da utilização do comprimento do DNA telomérico como biomarcador de doenças relacionadas com o envelhecimento.
- Da hipótese da higiene à hipótese do microbiomaPublication . Santos, Nuno Ricardo Silva; Soares, SandraA hipótese da Higiene originalmente proposta por Strachan em 1989 é caraterizada pela associação do tamanho das famílias e o seu status social com a prevalência de doenças tais como a febre dos fenos e eczemas em crianças. Segundo a sua hipótese, o motivo pelo qual, atualmente, existem mais alergias e/ou doenças autoimunes deve-se a uma menor exposição aos patogénios enquanto criança. Mais tarde esta hipótese foi modificada por Rook, que afirmava que eram os microorganismos presentes na microflora comensal, se alterados, enquanto crianças, que podiam modular, intensificar ou inibir os mecanismos de resposta do sistema imunológico, podendo assim causar doenças autoimunes e/ou alergias. Para se perceber a hipótese da higiene, é necessária uma breve introdução ao sistema imunológico, desde o recém-nascido até à idade adulta, a sua maturação e diferenciação assim como este consegue proceder à sua regulação através, essencialmente, das células T reguladoras e Th17. Para chegar da hipótese da higiene à da microflora é necessário o estudo da microflora comensal, também desde o nascimento até à idade adulta e perceber os mecanismos de defesa do sistema imunológico contra os diversos tipos de patogénios, incluindo bactérias, parasitas e vírus e como estes podem influenciar a resposta imunitária à posteriori. Em ambas as hipóteses a intervenção de outros fatores, nomeadamente ambientais e genéticos, é importante e o estudo da associação de todos eles abrem portas para novas terapias imunológicas para alergias e/ou doenças auto-imunes.
