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- Fatores de risco e proteção em reclusos criminalmente reincidentesPublication . Sousa, Sara Cristina; Cunha, Pedro; Cardoso, JorgeA reincidência criminal é um fenómeno com elevada prevalência e graves consequências para a sociedade, para as potenciais vítimas e para os próprios reincidentes. Apesar do impacto social, político e económico associado à reincidência criminal, denota-se uma escassez de estudos focados na caraterização dos fatores de risco e proteção e na avaliação do nível de risco de reincidência, particularmente em Portugal. Dois fatores de risco importantes, a idade e a versatilidade criminal, também não foram ainda estudados no nosso país, não existindo investigações que averiguem a sua relação com a reincidência criminal. Neste sentido, a presente investigação tenta colmatar algumas das lacunas anteriores utilizando como amostra 73 reclusos reincidentes criminais do sexo masculino do Estabelecimento Prisional de Setúbal. O protocolo de recolha consistiu na aplicação instrumentos HCR-20 e SAPROF e num formulário de recolha de dados sociodemográficos e criminais. A informação necessária foi obtida através da consulta processual dos Processos Individuais e dos Processos do Serviço de Acompanhamento de Execução de Penas referentes a cada um dos reclusos. Uma percentagem significativa da amostra apresenta um nível de risco moderado ou elevado, salientando-se como fatores de risco o uso de substâncias, a impulsividade, a ausência de empatia, a ausência de autocontrolo e a ausência de motivação para o tratamento. Foram encontradas associações negativas entre as variáveis idade aquando da primeira prisão e versatilidade criminal e a variável nível de risco de reincidência criminal. No final, são apresentadas as principais limitações da presente investigação, bem como alguns contributos e sugestões para trabalhos futuros.
- Stress, depressão, ansiedade e coping em técnicos das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ)Publication . Branco, Maria Valério; Jólluskin, Gloria; Cardoso, JorgeA presente investigação teve como principais objetivos avaliar os níveis de stress, depressão e ansiedade numa amostra de técnicos pertencentes à Comissão Restrita de várias Comissões de Proteção de Crianças e Jovens e identificar quais as estratégias de coping utilizadas pelos mesmos em situações tidas como adversas. Assim, foi utilizada a Depression, Anxiety and Stress Scale (DASS-21) e o Brief Cope. A amostra conseguida foi composta por um total de 88 participantes, sendo que 75 (85.2%) eram do sexo feminino e 13 (14.8%) eram do sexo masculino, com uma média de idades de 43.48 anos (DP = 10.26). Os resultados obtidos indicaram que os participantes que constituíram a amostra apresentaram valores correspondentes a um estado emocional classificado como normal em qualquer uma destas três dimensões. Relativamente ao coping, as estratégias mais utilizadas pelos participantes, foram coping ativo, reinterpretação positiva e planear, estratégias estas focadas no problema e, por isso, tidas como mais adaptativas. Considera-se que os resultados obtidos poderão ser um contributo importante para a compreensão das problemáticas em estudo e permitirão refletir sobre os riscos associados a esta profissão.
