Percorrer por data de Publicação, começado por "2016-10-18"
A mostrar 1 - 3 de 3
Resultados por página
Opções de ordenação
- O impacto das necessidades educativas especiais na família: perceções dos pais e cuidadoresPublication . Pacheco, Jessica; Marinho, SusanaDa necessidade de se perceber que perceções estão associadas ao cuidado de crianças e jovens portadoras de alguma Necessidade Educativa Especial, surge este estudo. Este trabalho parte da análise da perceção do impacto das Necessidades Educativas Especiais para os pais e cuidadores de crianças e jovens com NEE a seu cuidado. Utilizou-se a Escala de Impacto Familiar (EIF) para se conhecer o Impacto Familiar Global quando correlacionado a variáveis sociodemográficas dos pais/cuidadores bem como das crianças/jovens a seu cuidado. Trata-se de um estudo com 90 participantes (pais/cuidadores de crianças com NEE) cujos resultados foram ao encontro dos objetivos pretendidos. Verificou-se que os pais apresentam maior perceção de impacto familiar do que as mães, sendo que este impacto é maior em pais mais velhos; concluiu-se que quanto maior as habilitações literárias menor é o impacto familiar. Por outro lado, quanto menor o nível socioeconómico mais se perceciona um impacto familiar, sendo este também influenciado pelo tipo de família, apresentando as famílias monoparentais em comparação com as nucleares apresentam médias de impacto superiores. No que diz respeito aos recursos/suportes existentes, alega-se maioritariamente que a presença de um determinado tipo de suporte/apoio faz diminuir a perceção de impacto por parte dos pais/e cuidadores à exceção do suporte financeiro. Para além das características dos participantes estudou-se as características das crianças/jovens com NEE obtendo-se as seguintes ilações: o impacto familiar é superior quando os filhos são do sexo masculino; o aumento do impacto familiar está correlacionado com o aumento da idade da criança; e o Impacto Familiar Global é maior nas problemáticas mais graves e que exigem mais dos pais.
- Comportamentos de risco no tráfego rodoviário: estudo exploratório realizado a condutores da cidade de BragançaPublication . Gonçalves, José Guilherme Ribeiro Maia; Barros, CarlaO presente trabalho descreve um estudo exploratório sobre a temática “Comportamentos de Risco no Tráfego Rodoviário” realizado a condutores da cidade de Bragança. Os principais objetivos direcionam-se para a identificação dos fatores cognitivos que mais influenciam a condução, das atitudes gerais e específicas de maior ou menor risco nos condutores de Bragança, e das crenças normativas e a intenção comportamental face à condução e aos comportamentos de risco. Para obter a informação necessária, foi usado o “Questionário baseado no modelo do Comportamento Planeado para a predição do comportamento de condução”, que foi realizado para a população portuguesa, e que a autora, Doutora Cristina Pimentão, permitiu a adaptação do mesmo ao tema da presente investigação. De uma forma geral, os resultados que se obtiveram evidenciam que o fator cognitivo que mais influencia o processo da condução é a atenção. Quanto às atitudes gerais, os comportamentos apontados que evidenciam maior risco são “A confiança na resposta do carro” e o “Excesso de confiança”, e os comportamentos que revelam menor risco são o cumprimento da regra de paragem completa num sinal de STOP e a discordância de que as pessoas que conduzem de forma agressiva estão mais atentas à condução. Por sua vez, nos resultados das atitudes específicas registam-se atitudes de indiferença, por parte dos inquiridos que responderam “Não concordo nem discordo” nas questões sobre “As campanhas que alertam para os efeitos do álcool são eficazes” e “Se o ensino das escolas de condução fosse adequado não teríamos condutores a conduzir sob a influência do álcool”. Já no que diz respeito às crenças normativas, verificaram-se resultados que apontam para expectativas de menor risco, pois na ótica dos condutores as pessoas que lhe são importantes esperariam deles comportamentos de menor risco. Paralelamente, os resultados sobre as intenções comportamentais traduzem baixas intenções de praticar o comportamento de risco, excetuando no item “É provável que eu venha conduzir um automóvel sob o efeito do álcool”, em que um número considerável de inquiridos respondeu que seria provável e muito provável a intenção de praticar este comportamento de risco. Os resultados são claros relativamente ao consumo de álcool e à sua influência no comportamento dos condutores, sendo necessário e urgente uma intervenção coerente e direcionada para a prevenção da ocorrência deste comportamento.
- Gengivite Ulcerativa Necrosante (GUN): considerações periodontaisPublication . Cerqueira, João Paulo de Lurdes; Santos, Patrícia AlmeidaIntrodução: A Gengivite Ulcerativa Necrosante (GUN) é uma das patologias orais com mais décadas de estudo. A sua designação foi evoluindo ao longo dos anos até ter sido englobada na categoria das doenças periodontais necrosantes (DPN). As lesões provocadas pela GUN são consideradas únicas entre as doenças periodontais, principalmente pela sua apresentação clínica bastante distinta (Rowland, 1999). Apesar de ser uma doença com sinais muito próprios e fatores predisponentes bem estabelecidos, a etiologia e patogénese das lesões são muito mal compreendidas. O objetivo deste trabalho é efetuar uma revisão bibliográfica dos principais conceitos relativos a esta doença, defini-la e classificá-la, assim como fazer uma abordagem ao seu diagnóstico e respetivo plano de tratamento. Materiais e Métodos: Foi realizada uma pesquisa na base de dados da PubMed e da b-ON, utilizando como palavras-chave: “Necrotizing ulcerative gingivitis”, AND “Necrotizing periodontal disease”. Apenas foram pesquisados artigos em português e inglês, não tendo sido empregues quaisquer limites temporais, resultando num total de 32 artigos, complementado com uma obra literária. Resultados/Conclusões: Após análise da literatura é possível verificar que, mesmo os estudos mais recentes, revelam muitas dúvidas sobre esta doença, apesar das décadas de existência. Porém todos os estudos são unânimes em realçar um aspeto muito importante, a realização de um diagnóstico precoce é a chave para um tratamento adequado, criando, aos pacientes, as condições mínimas necessárias para uma adequada higiene oral e alimentação, que até aí a doença os obrigava a privar.
