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- Disrupção escolar e rendimento académico em alunos do 3º ciclo e a sua interacção com o autoconceito: um olhar sobre a eficácia negocial de conflitos na adolescênciaPublication . Silva, Maria Elisabete Vieira da; Ramalho, JoaquimSendo a adolescência caracterizada como uma etapa crítica, dominada, de um modo geral, por problemas de identidade, impacto social, impulsos e ideais emergentes, tem sido fonte de estudo nas mais diversas áreas das ciências sociais. Desde que Stanley Hall identificou o período da adolescência como um marco assente em conturbações vinculadas à emergência da sexualidade, algumas abordagens psicanalistas, reforçaram a conceção de uma etapa de confusão e stress causados por impulsos que surgem nesta fase do desenvolvimento. Ocorrendo num momento de conflito, entre fantasias e identificações de infância, no confronto com a realidade, o adolescente depara-se com escolhas, muitas vezes difíceis, de transição, de mudanças e de adaptação, quando deixa para trás o mundo infantil para entrar na vida adulta. Neste trabalho analisaremos o autoconceito na adolescência tendo por base o suposto de que a compreensão do mesmo pode facilitar a promoção de outras dimensões da personalidade, bem como o rendimento académico e a disrupção escolar percebida. Com base neste quadro conceptual, confrontamos os dados recolhidos com a eficácia negocial de conflitos na escola. Face aos desafios do dia-a-dia, a escola apresentase como uma estrutura essencial na aprendizagem de vivências, incluindo a forma como são geridos os conflitos interpessoais, permitindo enfrentar de forma construtiva dificuldades nos mais diversos domínios da sua existência. Para tal, recorremos a uma amostra constituída por 181 alunos, com idades compreendidas entre os 12 e os 16 anos, a frequentar o 3º ciclo na Escola Secundária 2/3 de Águas Santas, na cidade da Maia, no ano letivo de 2014/2015. Como instrumentos, foi utilizado o QCDP para avaliar os Comportamentos Disruptivos Percebidos (Veiga, 2010-2013); o QENCE para avaliar a Eficácia Negocial de Conflitos na Escola (Paiva, Cunha & Lourenço, 2011) e a Escala de autoconceito e de autoestima (Peixoto & Almeida, 2003). Para a recolha de dados sociodemográficos adaptou-se a Ficha de Dados Pessoais e Escolares (FDPE). De acordo com os resultados obtidos verificou-se que o comportamento disruptivo dos alunos é diferente entre o género masculino e o género feminino. No entanto, no que se refere à eficácia negocial de conflitos, observam-se diferenças neste grupo, sendo que, em todas as dimensões, esta é superior no sexo feminino do que no sexo masculino. Relativamente aos comportamentos disruptivos percebidos, observou-se que quanto mais elevada é a idade maior é a perceção de transgressão de regras. Por comparação, a idade não parece ter qualquer relação com a eficácia negocial dos conflitos na escola. Os resultados apresentados indicam uma relação positiva entre o autoconceito e a eficácia negocial de conflitos na escola, assim como, um maior autoconceito nos alunos que desejam terminar um curso superior. Por último verificou-se que o número de reprovações dos alunos tem relação com o autoconceito. Sendo que, o autoconceito é significativamente superior nos alunos sem reprovações comparativamente aos alunos com reprovações.
