Percorrer por autor "Silva, Teresa Maria Teixeira Magalhães da"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Escola inclusiva: conceções e práticas de avaliação formativa dos professores do 1.º cicloPublication . Silva, Teresa Maria Teixeira Magalhães da; Ventura, TerezaCriar práticas mais inclusivas é essencial para a construção de uma escola que recebe a diferença como meio valioso para todos (Ainscow et al., 2006; Armstrong et al., 2000). Estudar as mudanças que a formação de professores promove nos sentimentos, atitudes e preocupações face à educação inclusiva é fundamental (Loreman et al., 2007; Sharma et al., 2006). Segundo Correia (2010), a inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais no ensino regular implica mudanças ao nível das atitudes e das práticas pedagógicas de todos os intervenientes no processo ensino e aprendizagem, da organização e da gestão na sala de aula e na própria escola enquanto instituição. O mesmo autor refere que “a simples colocação física da criança com necessidades educativas especiais na classe regular não é, de forma alguma garantia de sucesso escolar.” (Correia, 1999, p. 9) A opção pelo tema Escola Inclusiva: Conceções e Práticas de Avaliação Formativa dos professores do 1.º Ciclo, surge com o intuito de poder ajudar os professores a refletir sobre a sua prática e contribuir para uma melhor atuação pedagógica com todos os alunos, na ótica do pressuposto defendido por Sim-Sim (2005, p. 8) que refere “todas as crianças, em qualquer momento da sua vida escolar, podem ter necessidades educativas especiais.” O presente trabalho tem por objetivo o estudo das conceções e práticas de avaliação dos professores do Primeiro Ciclo do Ensino Básico (professores do Ensino Regular e Ensino Especial) da ilha de S. Miguel, face à inclusão de alunos com necessidades educativas especiais nas salas de aula. Para esse efeito um grupo de professores do Ensino Regular e de Educação Especial, foi submetido a um inquérito por questionário, com uma série de itens, cujas respostas foram posteriormente analisadas. A análise dos resultados obtidos permite dizer que os professores inquiridos se encontram sensibilizados para as vantagens da escola inclusiva entendendo que o princípio da Inclusão preconiza a escola regular como o meio ideal para estimular habilidades e fomentar competências, promovendo o desenvolvimento social e a autonomia, desde que seja flexível e proporcione as diversas condições necessárias. Em termos práticos privilegiam uma avaliação que siga a par das aprendizagens como é o caso da avaliação formativa que respeita os ritmos de progressão dos alunos e que é servida por instrumentos de registo sistemático, que permitem ao professor uma gestão eficaz dos processos de ensino e fornecem ao aluno o valor da amplitude do seu sucesso. Contudo, consideram que, para a escola inclusiva ter sucesso, é imprescindível investir na formação de professores na área das necessidades educativas especiais a nível da formação contínua. Os participantes neste estudo referem ainda que aplicam pedagogias diferenciadas. Os dados do estudo referem que os professores apresentam atitudes favoráveis face à inclusão de alunos com N.E.E. Estes dados seriam os esperados se se atender a que a grande maioria dos professores que fazem parte deste estudo são do sexo feminino e estudos anteriormente realizados, sugerem que os professores do género feminino assumem atitudes mais favoráveis face à inclusão do que os do sexo masculino (Forlin et al., 2007).
