Percorrer por autor "Silva, Ana Catarina Macedo da"
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- Medo e ansiedade dentária: uma realidadePublication . Silva, Ana Catarina Macedo da; Gavinha, SandraIntrodução: O medo e a ansiedade dentária emergem como principais fatores condicionantes do tratamento dentário de alguns pacientes e que interferem também na sua condição psicológica. Os pacientes ansiosos, medrosos ou fóbicos adiam a consulta de Medicina Dentária, evitam os tratamentos e só recorrem ao Médico Dentista quando surgem os sintomas dolorosos. As deteriorações consecutivas agravam o estado de saúde da cavidade oral e o tratamento tardio será mais invasivo, provocando no paciente desconforto psicológico adicional, potenciando a ansiedade dentária e formando, deste modo, um ciclo vicioso, que estará na base de problemas individuais de saúde, assim como de problemas de saúde pública de difícil solução. Objetivos: Com este estudo pretende-se avaliar a prevalência de ansiedade dentária nos inquiridos e comparar a prevalência obtida com estudos realizados anteriormente, procurando contribuir para a compreensão dos fatores etiológicos que eventualmente levam ao surgimento deste distúrbio. Metodologia: Aplicou-se um questionário constituído por quatro partes, a 150 pacientes que frequentaram as Clínicas de Terapia da Fala, Fisioterapia e Psicologia da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa (FCS-UFP). A primeira parte do questionário corresponde a um conjunto de informações acerca de alguns aspetos de ordem sociocultural no sentido de caraterizar a amostra, a parte seguinte diz respeito ao comportamento individual do inquirido face ao tratamento dentário, na terceira parte diz respeito à Escala Modificada de Ansiedade Dentária, da autoria de Humphris – Modified Dental Anxiety Scale (MDAS), adaptada para a população portuguesa por Lopes e Ponciano (2004) e, por fim, a última parte constituída pelo Dental Fear Survey (DFS), da autoria de Kleinknecht et al. e adaptada para a população portuguesa por Lopes e Ponciano, (2004). Resultados: Neste estudo, salienta-se que entre os 150 inquiridos, segundo a MDAS, 14,7% (n=22) são “muito ansiosos” e 11,3% (n=17) são “ansiosos”. Relativamente à DFS 23,3% (n=35) apresentam “ansiedade elevada” e 76,7% (n=115) detem “ansiedade moderada”. Conclusão: Os indivíduos que apresentam valores mais elevados de ansiedade assumem ter sido alvo de experiência anterior de trauma, faltam frequentemente à consulta movidos pelo medo, são os que mais conhecem acidentes em consultório, os que mais se sentem influenciados por relatos de tais factos e que, mais conhecem e convivem com pessoas próximas, que exteriorizam medo perante a consulta. Estes expressaram ainda que sentiam mais temor perante os estímulos: agulha e broca.
