Percorrer por autor "Santos, Vanessa Liliana Pereira"
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- Estabilidade e tempo de vida útil de fármacos e medicamentosPublication . Santos, Vanessa Liliana Pereira; Manso, M. ConceiçãoTodos os materiais, naturais ou sintéticos sofrem alterações com o tempo sob a ação de diversos fatores ambientais (temperatura, luz, humidade). O mesmo acontece com os fármacos e medicamentos, sendo os primeiros mais estáveis, e os fármacos em formas sólidas mais estáveis do que os que se encontram em formas liquidas. Neste trabalho são referidos os fatores dos quais a estabilidade depende, assim como os processos de degradação mais frequentes. A decomposição dos fármacos obriga a que seja determinado o seu prazo de validade. Assim as empresas farmacêuticas estimam o tempo de vida, de forma a determinar a quantidade de tempo que o medicamento se encontra de acordo com as especificações preconizadas pelas entidades reguladoras. O processo de determinação do tempo de vida útil de um medicamento é designado como análise de estabilidade. Os estudos da estabilidade dos fármacos e medicamentos são projetados de forma a fornecer uma visão sobre o mecanismo de degradação e uma estimativa da data de expiração (tempo de semi-vida) ou outro tempo para o qual se obtenha uma determinada percentagem de degradação. Para tal recorre-se a modelos matemáticos, verificando-se uma interligação de duas áreas aparentemente distintas. Os modelos matemáticos são uma das mais poderosas ferramentas nos processos de avaliação e otimização de amostras. É importante determinar experimentalmente a ordem de uma reação e os parâmetros envolvidos que a caracterizam. Isto envolve a determinação da constante de cinética (K) para se obter a correta ordem da reação de degradação (ordem 0, 1 ou 2), através da relação entre a concentração (C) e o tempo (t) a várias temperaturas (T). Posteriormente, a relação entre a velocidade de reação a várias temperaturas e a temperatura ambiente é obtida com recurso à equação de Arrhenius. É o modelo conjunto que permite prever/estimar tempos com interesse particular, que para a situação de se atingir metade da concentração inicial do composto em causa se designa como tempo de semi-vida.
