Percorrer por autor "Santos, Nayjara da Silva"
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- Mecanismos de ação dos bifosfonatos versus denosumab e seus riscos pós-extração dentária: revisão de escopoPublication . Santos, Nayjara da Silva; Pimenta, Adriana; Souto, RenataA terapêutica antirreabsortiva com bifosfonatos (BPs) e denosumab (Dmab) tem sido amplamente utilizada no tratamento da osteoporose e de metástases ósseas, porém está associada ao desenvolvimento de osteonecrose dos maxilares relacionada a medicamentos (MRONJ), especialmente após extrações dentárias. O objetivo desta revisão de escopo foi comparar os mecanismos de ação dos BPs e do Dmab e avaliar seu impacto na cicatrização óssea e no risco de MRONJ após as extrações dentárias. Para tal, a pesquisa bibliográfica foi realizada nas seguintes bases de dados: PubMed, Scopus, Web of Science e Cochrane Library, o período temporal dos trabalhos publicados foi restringido de 2015 a 2025. A triagem dos artigos foi realizada segundo as diretrizes PRISMA-ScR, dos 269 artigos identificados, 19 atenderam aos critérios de elegibilidade. Apesar das diferenças farmacológicas entre os BPs e o Dmab, ambos estão associados ao risco de desenvolvimento de MRONJ após extrações dentárias, com maior incidência em pacientes tratados por via injetável e naqueles sob Dmab com histórico prévio de BPs ou submetidos à múltiplas exodontias. As pausas terapêuticas demonstraram eficácia limitada não sendo autossuficientes como medidas preventivas. Por outro lado, as estratégias preventivas como a profilaxia antibiótica, técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, fechamento primário de ferida e o controlo rigoroso de infeções orais, mostraram-se mais eficazes na redução da incidência de MRONJ. Contudo, a maioria da evidência identificada provém de estudos retrospetivos, estudos de coorte de pequeno porte, ensaios clínicos piloto e relatos de caso, o que limita a generalização dos achados. Torna-se, portanto, imprescindível a realização de novas pesquisas com maior robustez metodológica, especialmente ensaios clínicos randomizados com amostras representativas, padronização dos desfechos e acompanhamento longitudinal, a fim de consolidar diretrizes clínicas mais seguras e individualizadas para a gestão de pacientes submetidos a terapias antirreabsortivas.
