Percorrer por autor "Rocha, Beatriz Gomes Ribeiro da"
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- Alojamento temporário pós-catástrofe: princípios e boas práticas de implementaçãoPublication . Rocha, Beatriz Gomes Ribeiro da; Félix, DanielNas últimas décadas, os fenómenos naturais têm aumentado significativamente, originando cenários de desastre que afetam pessoas em diversas partes do mundo. Uma das consequências mais imediatas e visíveis destes eventos é a destruição parcial ou total das habitações, deixando milhares de pessoas desalojadas e em situação de vulnerabilidade extrema. As situações de crise resultantes de fluxos migratórios, guerras e outros fatores, têm igualmente desencadeado situações de emergência e carência de soluções de alojamento. Nestas circunstâncias, o alojamento temporário assume-se como uma das respostas para garantir abrigo, proteção e dignidade, funcionando como elemento estruturante para a recuperação do quotidiano das populações afetadas. Apesar da sua importância, os alojamentos temporários têm revelado varias limitações. Muitas das soluções implementadas baseiam-se em estruturas estandardizadas e de produção em massa, concebidas com lógicas militarizadas. Este tipo de abordagem, embora eficiente na resposta imediata, ignora fatores culturais, sociais e ambientais, resultando em espaços desumanizados, pouco adaptáveis e frequentemente rejeitados pelas comunidades. Além disso a ausência de planeamento para o seu destino final contribuem para o desperdício de recursos e para impactos ambientais significativos. A presente dissertação analisa de forma crítica estes desafios, identificando os principais problemas associados às soluções de alojamento temporário habitualmente adotadas e ilustrando as suas consequências na vida das populações deslocadas. Paralelamente, explora alternativas que privilegiam a sustentabilidade, a eficiência de recursos e a integração cultural, apresentando estratégias que incluem a reutilização, a reconversão e a aplicação de princípios de economia circular. Estas abordagens permitem não apenas responder à emergência, mas também criar soluções mais duradouras, que podem ser integradas nos processos de reconstrução e desenvolvimento comunitário.
