Percorrer por autor "Ribeiro, Sara Isabel Macedo"
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- Alterações na cavidade oral provocadas pelo tratamento de radioterapia em pacientes com cancro de cabeça e pescoçoPublication . Ribeiro, Sara Isabel Macedo; Santos, Lúcio LaraO cancro de cabeça e pescoço representa cerca de 10% dos tumores malignos a nível mundial, e anualmente são diagnosticados sensivelmente 500.000 novos casos em todo o mundo. A nível nacional, o cancro de cabeça e pescoço é uma neoplasia maligna relativamente frequente, sendo responsável por uma taxa de mortalidade elevada. No ano de 2005 e 2006 foram registados 10286 doentes no RORENO, e destes, 1240 eram referentes à cavidade oral e pescoço, sendo as principais localizações na glândula tiroideia, seguida da laringe, esófago, boca (que inclui a gengiva, o pavimento da boca, palato e o trígono retromolar), língua, amígdala, lábio, hipofaringe, nasofaringe, orofaringe e glândulas salivares. Não só o cancro oral produz alterações na cavidade oral, bem como a terapia utilizada para o tratamento dos diversos tipos de neoplasias. A radioterapia é uma das formas terapêuticas utilizada para o tratamento das neoplasias da cabeça e pescoço, porém apesar da sua eficácia esta modalidade terapêutica também promove alguns efeitos adversos, tais como a mucosite, xerostomia, dermatite, disfagia, disgeusia, infecções secundárias, cárie por radiação, trismo, necrose de tecido mole e osteorradionecrose. Estes efeitos colaterais decorrentes da radioterapia estão relacionados com a dose de radiação, a forma de administração, a extensão e a localização da área a ser irradiada, bem como a qualidade e poder de penetração da radiação e dos factores individuais do paciente. Deste modo, os danos da radiação podem manifestar-se gradualmente ao longo de muitos meses ou anos após o terminar do tratamento e/ou ocorrer meses depois do termino da terapia antitumoral. As complicações do cancro de cabeça e pescoço encontram-se entre as mais devastadoras a curto e a longo prazo, por afectarem as actividades humanas mais básicas, tais como alimentar-se e comunicar-se. Assim, é de grande importância que o Médico Dentista, a fim de minimizar os transtornos decorrentes da terapia antitumoral, examine o paciente antes de iniciar o tratamento antineoplásico, e inicie um programa de higiene oral e seja instruído sobre a importância desta higienização no decurso do tratamento oncológico. Assim sendo, é necessário uma equipa multidisciplinar, do qual o Médico Dentista faça parte, de modo a tornar mais digna a vida dos pacientes com este tipo de patologia, ou mesmo prevenir tais complicações surgidas devido à terapêutica.
