Percorrer por autor "Monteiro, Catarina Miguel Teixeira Marrocos Miranda"
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- Do alvo à radicalização: estratégias de recrutamento terrorista em contexto universitárioPublication . Monteiro, Catarina Miguel Teixeira Marrocos Miranda; Vieira-Pinto, PauloPelo aumento do nível de ameaça de ataques terroristas no sistema de segurança interna português quis-se compreender a verdadeira natureza do fenómeno do terrorismo, a estrutura organizacional, tipologia, modus operandi, processos e alvos de recrutamento e as vulnerabilidades em território português. Compreendeu-se que não existe somente uma preocupação com o terrorismo islâmico, mas sim com uma variedade de organizações terroristas emergentes e também perigosas cada vez mais radicalizados e disseminadas. O estudo também realçou o papel fundamental da liderança na adesão dos indivíduos aos grupos terroristas. Compreendeu-se que a neutralização dos líderes é crucial para enfraquecer e desmantelar organizações terroristas, no entanto uma vez que o seu carisma e a capacidade de inspirar e motivar seguidores, alinhando objetivos pessoais e organizacionais através de narrativas heróicas através dos meios de comunicação, são cruciais para persuadir a adesão de novos membros. Sabe-se, que a propaganda terrorista é o meio de recrutamento, e é disseminada largamente através dos meios de comunicação, em especial nas redes sociais. Com o presente estudo pretendeu-se investigar se esta realidade do uso dos canais de comunicação e redes sociais para a propagação de mensagens de aliciamento terrorista é eficaz e quais os indivíduos que são mais vulneráveis a ser aliciados. O estudo procurou compreender, com base em dados sociodemográficos e psicológicos identificados na literatura, consistentes com a amostra alvo do estudo, jovens com médias de idade entre 18 anos a 25 anos, se os mesmos já estão a ser aliciados, procurados ou recrutados em Portugal e que por que tipo de organização terrorista. Pretendeu-se investigar se os alvos de aliciamento para o recrutamento terrorista, se só baseiam apenas na etnia ou religião ou em comportamentos e padrões concretos identificadas por vários estudos como o sentimento pertença, identidade, estatuto e propósito. Em Portugal, a evidência sugeriu que o processo de recrutamento já se encontra em ação, conforme indicado por notícias recentes. A amostra alvo selecionada para o questionário, foi de indivíduos entre os 18 anos e os 25 anos em universidades, mostrando-se pertinente para compreender se os alunos universitários apresentam certas vulnerabilidades que facilitam o recrutamento. Pretendeu-se correlacionar estas vulnerabilidades com eixos de recrutamento com a amostra para compreender este mesmo grau de vulnerabilidade nesta amostra. Em suma, este estudo sublinha a necessidade imperativa de compreender e identificar os fatores que promovem a manifestação do terrorismo em Portugal especialmente no que diz respeito ao recrutamento. Mesmo que o terrorismo em Portugal não seja significativo, denota-se uma tendência crescente e um processo de recrutamento mais ativo. A prevenção do recrutamento emerge como a estratégia mais adequada para que os grupos terroristas não ganhem notoriedade, identificando os grupos-alvo e mais vulneráveis ao recrutamento e Portugal não se torne uma base para a atuação de grupos terroristas de ataques seja a nível nacional ou europeu.
