Percorrer por autor "Mendes, Adriana Ribeiro"
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- Prevalência de deglutição atípica na primeira infância e a sua relação com o tipo de amamentação e hábitos orais infantisPublication . Mendes, Adriana Ribeiro; Gião, Ana; Manso, M. ConceiçãoIntrodução: A deglutição atípica, também designada de deglutição infantil persistente, caracteriza-se por um padrão inadequado do posicionamento e da movimentação da língua, lábios e demais músculos envolvidos no processo de deglutição, podendo interferir no desenvolvimento craniofacial e na estabilidade da oclusão. Esta condição é relativamente comum durante a infância e a sua etiologia é multifatorial, estando frequentemente associada à amamentação artificial, uso prolongado de chupeta, hábitos orais deletérios e padrões respiratórios alterados. Objetivo: O presente estudo tem como principais objetivos determinar a prevalência de deglutição atípica numa amostra composta por crianças entre os 3 e os 6 anos de idade e investigar a sua possível associação com o tipo e tempo de amamentação, o uso de chupeta, os hábitos orais e o tipo de respiração. Métodos: Estudo descritivo observacional de caráter transversal, realizado em duas instituições de ensino do concelho de Lousada, com uma amostra de conveniência constituída por 62 crianças. A recolha de dados decorreu em duas fases: aplicação de um questionário aos encarregados de educação e avaliação clínica das crianças, com registo do tipo de deglutição, tipo de respiração e presença de más oclusões. A análise estatística foi realizada através do software IBM© SPSS® Statistics (v. 30.0), com um nível de significância de 5%. As variáveis qualitativas foram descritas por contagem e percentagem, e as quantitativas por média, desvio padrão, mediana e variação; a associação entre variáveis foi avaliada com o teste de qui-quadrado e cálculo do Odds Ratio com intervalo de confiança de 95%. Resultados: A prevalência de deglutição atípica foi de 37,1% (IC95%: 26,1%-49,6%). Não foi observada associação significativa entre a deglutição atípica e as variáveis analisadas (p>0.05). Contudo, identificou-se uma tendência para menor prevalência desta condição entre as crianças que foram amamentadas exclusivamente ao peito e que nunca utilizaram chupeta, o que pode sugerir um efeito protetor da conjugação destes comportamentos. Conclusões: Verificou-se que a deglutição atípica é uma condição prevalente na infância, mas não foi possível provar que exista alguma associação entre esta e o tempo de amamentação ou os hábitos orais. Este estudo reforça a importância do diagnóstico precoce e de uma abordagem multidisciplinar eficaz no acompanhamento e tratamento desta condição.
