Percorrer por autor "Matos, Marlene"
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- Mulheres multiplamente vitimadas: desafios e especificidadesPublication . Caridade, Sónia; Gonçalves, Mariana; Dias, Rita Conde; Matos, MarleneConsiderando essas críticas tecidas face ao modelo comummente aplicado no âmbito da Vitimologia, tem havido a necessidade de se alargar a investigação a outras formas de abuso que não a exercida apenas nas relações íntimas, considerando diferentes perpetradores e, particularmente, estudando a vitimação sofrida ao longo da vida (Kilpatrick, 2004). Fruto dessa reflexão, esforços científicos recentes têm-se centrado na vitimação múltipla ao longo da vida (Cuevas, Sabina, & Milloshi, 2012; Linares, 2004; Matos, Conde, & Peixoto, 2013; Scott-Sorey, 2011; Sousa, 2011; Widom, Czaja, & Dutton, 2008). Os estudos nacionais sobre o fenómeno têm procurado mapear a multiplicidade de experiências de vitimação, compreender a forma como as vítimas significam a vitimação cumulativa, identificar os processos de coping através dos quais as vítimas lidam com a violência e os processos psicológicos envolvidos na construção das suas trajetórias de vida (cf., Matos et al., 2013). Este trabalho decorre, pois, desse contexto, analisando as especificidades e os principais desafios inerentes à avaliação e à intervenção com esse tipo de vítimas.
- Multiple victimization female: life stories, depression and coping strategies: Vitimização múltipla feminina: histórias de vida, depressão e copingPublication . Caridade, Sónia; Antunes, Carla; Matos, MarleneEstudos da área de Psicologia indicam a existência de uma correlação entre vitimização múltipla e maior complexidade na sintomatologia. Contudo, há mulheres expostas à adversidade cumulativa que não desenvolvem problemas de ajustamento psicológico. Este estudo procurou identificar as estratégias de coping pelas quais as mulheres, com e sem sintomatologia depressiva, lidam com a vitimização múltipla que sofreram ao longo da vida. Para tal, recorreu-se a um roteiro de entrevistas semiestruturadas, o qual foi administrado a 30 mulheres com perguntas sobre as suas histórias de vida. Os conteúdos das entrevistas posteriormente foram alvo de uma análise temática, cujos resultados revelam a presença de um coping diversificado, heterogêneo e espontâneo, que se caracteriza por ser essencialmente de tipo ativo (e.g., resolução de problemas, autoconfiança, procura de apoio social). As mulheres com e sem sintomatologia depressiva reportam, sobretudo, estratégias de coping focado no problema face à vitimização. Os resultados reforçam a necessidade de, nos processos de apoio, se identificar e potenciar tais mecanismos de coping ativados pelas vítimas de forma a promover o seu ajustamento psicológico.
- Prevenção da violência nas relações de namoro: intervenção com jovens em contexto escolarPublication . Matos, Marlene; Machado, Carla; Caridade, Sónia; Silva, Maria JoãoInvestigação da violência no namoro tem demonstrado a importância da prevenção junto das populações juvenis. Descreve-se uma experiência de prevenção nesse domínio. Os objetivos foram promover a aquisição de conhecimentos acerca do fenômeno; capacitar para o reconhecimento de situações íntimas abusivas; identificar e produzir mudanças nas crenças sócio-culturais que sustentam esse tipo de violência; desenvolver competências para gerir uma situação de violência pelo parceiro; informar acerca dos recursos na comunidade. Os dois ensaios desenvolvidos foram avaliados em diferentes momentos (pré e pós-teste) e um dos ensaios incluiu ainda uma avaliação follow-up. Uma avaliação qualitativa do programa foi também considerada. Na avaliação da eficácia destas intervenções concluímos que as ações desenvolvidas têm efeitos positivos para ambos os sexos, traduzindo-se numa menor tolerância dos participantes face à violência. A concluir, refletimos sobre as limitações deste tipo de ações e apresentamos formas de aperfeiçoar a prevenção junto dos jovens.
- Vítimas de crime: avaliação da credibilidade do testemunhoPublication . Antunes, Carla; Caridade, Sónia; Matos, Marlene; Abrunhosa, RuiÉ cada vez mais frequente o recurso a perícias psicológicas por parte dos Tribunais para avaliação da credibilidade do testemunho das alegadas vítimas. É no âmbito dos crimes contra a autodeterminação sexual que este tipo de pedido assume maior preponderância, constituindo a perícia, não raras vezes, o único meio que permite a produção da prova. Não obstante, a avaliação da credibilidade do testemunho tem suscitado polémica, gerando dificuldades técnicas e éticas aos psicólogos forenses. Neste capítulo, debatemos as questões legais e científicas inerentes à avaliação da credibilidade do testemunho e analisamos as estratégias de avaliação psicológica utilizadas nesse domínio. Por fim, refletimos sobre o contributo deste tipo de avaliação no apoio à tomada de decisão judicial e sobre os desafios futuros que se colocam a esta área enquanto domínio de investigação premente.
