Percorrer por autor "Martins, Sandra Marisa Soares"
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- Relação entre bem-estar (espiritual e psicológico) e saúde mental em adultosPublication . Martins, Sandra Marisa Soares; Meneses, Rute; Gomes, InêsO presente estuda visa analisar o de Bem-Estar Psicológico, Bem-Estar Espiritual e a Saúde Mental em adultos portugueses e explorar a relação entre eles. Por este tema despertar um grande interesse científico foi importante desenvolver este estudo como forma de aprofundar e adquirir novos conhecimentos. Inicialmente, é feito um enquadramento conceptual do bem-estar geral, que serve de base para a análise de duas dimensões amplamente discutidas na literatura: o bem-estar subjetivo e o bem-estar social. Este percurso teórico, orientado por uma lógica de afunilamento, permite uma transição natural para as dimensões centrais deste estudo: o bem-estar psicológico e o bem-estar espiritual, cujo impacto na saúde mental tem vindo a suscitar um interesse crescente. O estudo contou com um total de 101 participantes, todos adultos portugueses e com idades compreendias entre os 18 e os 61 anos. Os dados foram recolhidos com recurso a um Questionário Sociodemográfico, Escala de Bem-Estar Psicológico (EBEP) – Versão Portuguesa, Questionário de Bem-Estar Espiritual (SWBQ) – Versão Portuguesa e o Internacional Mental Health Inventory de 5 itens. Os resultados demonstraram uma correlação positiva moderada e estatisticamente significativa entre o MHI-5 e o EBEP Total, indicando que uma melhor saúde mental percebida está associada a níveis mais elevados de bem-estar psicológico. Também se observou uma correlação positiva entre o MHI-5 e o bem-estar espiritual total, em particular com a dimensão de Espiritualidade Pessoal, embora as dimensões Transcendente, Comunitária e Ambiental do SWBQ não tenham apresentado correlações significativas com a saúde mental percebida. Estes dados confirmam que o bem-estar psicológico e espiritual (sobretudo na sua vertente pessoal) são fatores relevantes para a saúde mental, ainda que o impacto da espiritualidade possa assumir formas distintas consoante o contexto cultural e geracional. Este estudo não representa apenas uma contribuição académica, mas também um percurso pessoal de aprendizagem e reflexão. Foi uma oportunidade para reconhecer que cuidar da saúde mental implica olhar para o ser humano na sua totalidade — nas suas emoções, valores, relações e significados. Que este trabalho possa servir de base para futuras investigações, mas também para inspirar intervenções mais humanas e integradas, onde o bem-estar não seja apenas uma meta, mas um caminho.
