Percorrer por autor "Martins, Ana Raquel Conde"
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- Atividade antitumoral de novos compostos em linhas celulares representativas dos tumores mais prevalentes em PortugalPublication . Martins, Ana Raquel Conde; Cerqueira, Fátima; Fernandes, RubenO cancro é uma das principais causas de mortalidade a nível global, sendo responsável por elevadas taxas de morbilidade e impactos socioeconómicos relevante. Apesar dos avanços no tratamento oncológico, são inúmeras as formas de cancro que continuam a apresentam resistência às terapias convencionalmente usadas, o que motiva a pesquisa e procura por novas estratégias terapêuticas. Os produtos naturais têm-se destacado nesse sentido, como fontes valiosas de compostos bioativos com potencial farmacológico. Neste trabalho, avaliou-se a atividade citotóxica de extratos, frações e compostos isolados das plantas de Fridericia platyphylla (FAB) e Clusia grandiflora (EBCG, DFCG e BZCG), em cinco distintas linhas celulares tumorais humanas: PC-3 (próstata), A549 (pulmão), HT-29 (cólon), Bx-PC3 (pâncreas) e MCF7 (mama). O ensaio de viabilidade celular foi conduzido através do método de MTT, permitindo determinar a concentração inibitória a 50% (IC50) para cada amostra. Foram testadas em sete concentrações diferentes com posterior análise dos resultados utilizando o software GraphPad Prism. O extrato e fração do fruto de C. grandiflora demonstraram atividade citotóxica acentuada, particularmente sobre a linha celular Bx-PC3. Esta seletividade é bastante relevante, tendo em consideração o comportamento agressivo do adenocarcinoma pancreático. O composto BZCG relevou uma atividade limitada e exclusiva contra PC-3, sugerindo que o efeito antitumoral observando para o extrato se pode dever a outro composto ou ao sinergismo entre os diversos componentes presentes no extrato. Por sua vez, o extrato FAB de F. platyphylla apresentou atividade específica contra Bx-PC3, ainda que menos potente comparativamente ao observado anteriormente para C. grandiflora, não evidenciando qualquer tipo de efeito relevante sobre as demais linhas celulares em estudo. Os resultados obtidos sustentam o potencial de C. grandiflora como fonte de compostos com atividade antitumoral, com distinção para o cancro pancreático. A atividade moderada, mas específica, do extrato FAB também levanta a hipótese sobre a sua possível seletividade. Estes dados justificam a continuação dos estudos, incluindo a extração e purificação de novos compostos, a análise da sua toxicidade em células não tumorais, a investigação das vias moleculares envolvidas na atividade antitumoral e a validação em modelos in vivo, com vista à identificação de promissores candidatos para a terapêutica do combate ao cancro.
