Percorrer por autor "Malta, Ana Margarida Afonso"
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- Estudo de prevalência das agenesias dentárias, numa população de pacientes da Clínica da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Fernando PessoaPublication . Malta, Ana Margarida Afonso; Silva, CarlosIntrodução: A ausência congénita de um ou mais dentes é a anomalia de desenvolvimento dentário mais comum no Homem (Vastardis, 2000). O conhecimento da sua prevalência torna-se indispensável na compreensão da sua importância clínica, relacionada com o desequilíbrio provocado no sistema Estomatognático, manifestando-se na desarmonia oclusal, funcional e estética. Objetivo: Determinar a Prevalência das Agenesias Dentarias, numa população de pacientes da Clínica Pedagógica de Medicina Dentaria da Faculdade Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa. Métodos: Foram selecionados registos clínicos de 250 pacientes da Clínica Pedagógica de Medicina Dentaria da Faculdade Ciências da Saúde da Universidade Fernando Pessoa, que frequentaram as consultas correspondentes à Unidade Curricular serviços de Odontopediatria e Ortodontia. Segundo os critérios de exclusão e inclusão, foram considerados apenas 241 pacientes (amostra do estudo), com idades compreendidas entre os 7 e os 18 anos de idade. O diagnóstico de agenesia dentária foi feito a partir da análise das radiografias panorâmicas contidas nos processos clínicos e a consulta das fichas clínicas, procedendo-se à recolha de dados sobre idade (anos), sexo (Feminino, Masculino), existência de agenesia (sim, não) e sua localização (número do(s) dente(s)). Resultados: Na amostra de 241 pacientes (53,53% do sexo feminino e 46,47% do sexo masculino), obteve-se uma prevalência de agenesias dentárias de 32,8%, incluindo os terceiros molares e 14,9%, excluindo estes dentes. Excluindo os terceiros molares, 61,4% apresentam agenesia de dois dentes; os dente mais frequentemente ausentes foram os incisivos laterais superiores (24,1% (dente 1.2) e 21,5% (dente 2.2)); a prevalência por sexos foi 41,7% (masculino) e 58,3% (feminino); segundo as arcadas dentárias verificou-se 14,9% de agenesias no maxilar superior e 8,7% no inferior); a bilateralidade das agenesias ocorreu em 55,7% dos casos de agenesia e 44,3% ocorreram agenesias unilaterais; a bilateralidade dos incisivos laterais maxilares, foi a mais frequente. Conclusão: A prevalência das agenesias dentárias, excluindo os terceiros molares de 14,9% foi, relativamente elevada. O dente mais frequentemente ausente, excluindo os terceiros molares, foi o incisivo lateral superior, está de acordo com estudos anteriormente publicados. As agenesias apresentam um padrão de severidade leve, visto que em média se verificou ausência foi de dois dentes por pessoa. As diferenças de prevalência relativas aos sexos e arco, não se revelaram estatisticamente significativas. A ocorrência da bilateralidade, foi a forma mais frequente, nomeadamente, nos incisivos laterais maxilares.
