Percorrer por autor "Maarek, Eyal"
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- Revascularização endodôntica e técnicas de regeneração pulpar: estudo de protocolos terapêuticos e do papel dos biomateriais: revisão integrativaPublication . Maarek, Eyal; Martins, Luís FrançaA necrose pulpar em dentes permanentes imaturos representa um desafio clínico relevante, devido ao risco de fratura radicular e à dificuldade em promover a maturação completa. Tradicionalmente, a apexificação tem sido a abordagem de eleição, porém, esta técnica apresenta limitações no espessamento das paredes dentinárias e na continuidade do desenvolvimento radicular. Neste contexto, os procedimentos regenerativos endodônticos, nomeadamente a revascularização pulpar, surgem como alternativa promissora. O presente estudo, através de uma revisão integrativa, tem como objetivo analisar diferentes técnicas de regeneração pulpar para dentes permanentes imaturos com patologia pulpar irreversível, descrevendo as técnicas atualmente utilizadas na prática clínica bem como os seus materiais. Para tal foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados PubMed, B-On e ScienceDirect com diversas palavras-chave combinadas entre si. Após a seleção dos artigos por aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram obtidos 11 artigos para inclusão nesta revisão que investigaram diferentes protocolos de revascularização, com foco em soluções irrigantes, medicação intracanal, biomateriais utilizados como scaffolds e materiais de selamento. Os resultados evidenciam taxas de sucesso clínicas e radiográficas satisfatórias, com destaque para protocolos que combinam irrigação com hipoclorito de sódio a 1,5%, aplicação de EDTA, desinfeção com pasta triantibiótica e utilização de plasma ou fibrina rica em plaquetas como scaffolds. Materiais de selamento como Biodentine® mostraram melhores resultados estéticos e biológicos em comparação ao MTA. Conclui-se que a revascularização pulpar apresenta potencial significativo para substituir a apexificação, permitindo não apenas o encerramento apical, mas também a continuidade da rizogénese. Apesar das evidências promissoras, a heterogeneidade metodológica dos estudos limita a comparação direta dos resultados, reforçando a necessidade de ensaios clínicos randomizados, com amostras representativas e seguimento prolongado, de forma a consolidar protocolos clínicos mais padronizados e previsíveis.
