Percorrer por autor "Lopes, Daniela Pinho"
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- Mecanismos de toxicidade do cobalto, níquel e manganês: da exposição e homeostasia às suas interações com os lípidos e as biomembranasPublication . Lopes, Daniela Pinho; Moutinho, Carla; Silva, Carla Sousa eOs metais essenciais cobalto (Co), níquel (Ni) e manganês (Mn) desempenham funções vitais no organismo humano, atuando como cofatores em múltiplas reações enzimáticas envolvidas na sinalização celular, metabolismo energético e resposta ao stress oxidativo. No entanto, desequilíbrios na sua homeostase, seja por carência ou por exposição crónica, podem conduzir a efeitos adversos significativos para a saúde. O cobalto tem sido implicado em quadros de cardiomiopatia, lesões pulmonares e ototoxicidade; o níquel destaca-se pelo seu potencial carcinogénico e elevado poder sensibilizante; já o manganês apresenta reconhecida neurotoxicidade, estando associado a um quadro clínico semelhante à doença de Parkinson, designado por “manganismo”. Uma área ainda pouco explorada diz respeito à interação destes metais com os lípidos e as membranas biológicas, estruturas fundamentais à integridade e funcionalidade celular, e que se revelam potenciais alvos críticos da toxicidade metálica. Neste contexto, a presente dissertação assume a forma de uma revisão narrativa da literatura, tendo como objetivo central analisar de forma integrada os dados mais recentes sobre a toxicidade do Co, Ni e Mn, abrangendo aspetos como a exposição humana, os mecanismos de homeostase e transporte, os principais alvos moleculares e, com especial destaque, as suas interações com os lípidos e biomembranas. A análise dos estudos científicos disponíveis permitiu concluir que estes metais, quando em excesso, comprometem de forma significativa a integridade das membranas celulares, promovem alterações no metabolismo lipídico e desencadeiam processos de peroxidação lipídica, com impacto relevante na função mitocondrial e na indução de stress oxidativo. Estes processos estão intimamente ligados à fisiopatologia de várias doenças crónicas, nomeadamente patologias cardiovasculares, neurodegenerativas e oncológicas. Em simultâneo, constatou-se que as abordagens terapêuticas atuais, nomeadamente os agentes quelantes, continuam a apresentar limitações em termos de seletividade e eficácia, sendo necessária a investigação de estratégias mais direcionadas, que integrem a modulação da interação metal-membrana como alvo terapêutico.
