Percorrer por autor "Joyeux, Thomas"
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- Influência da idade no sucesso dos implantes dentáriosPublication . Joyeux, Thomas; Mendes, Daniela MartinsA implantologia dentária moderna tornou-se, nos últimos anos, uma das principais soluções para reabilitar pacientes com perda dentária, seja parcial ou total. Com os avanços nos materiais, no design dos implantes e nas técnicas cirúrgicas e protéticas, os tratamentos tornaram-se mais previsíveis, estéticos e duradouros. Este progresso tem levado a um aumento significativo da procura, inclusive por parte de pacientes idosos. Ao mesmo tempo, a esperança média de vida tem aumentado. Muitas pessoas desejam manter a autonomia, a qualidade de vida e a autoestima mesmo em idades mais avançadas. Isso explica por que tantos pacientes seniores procuram hoje tratamentos com implantes. No entanto, apesar do interesse crescente, ainda existem dúvidas. Será que a idade avançada influência negativamente o sucesso dos implantes? Para responder a essa pergunta, esta revisão narrativa da literatura teve como objetivo analisar o impacto da idade na sobrevivência e no sucesso dos implantes dentários. Foram selecionados estudos clínicos publicados entre 2015 e 2025, que incluíram pacientes com 65 anos ou mais. Sempre que possível, foram também incluídas comparações com grupos de pacientes mais jovens. Foram analisados vários parâmetros. Entre eles, destacam-se: a taxa de sobrevivência dos implantes a curto, médio e longo prazo, a perda óssea marginal, e fatores como o estado periodontal, o uso de enxertos ósseos, o tabagismo, o tipo de osso, o estado geral de saúde e a regularidade das consultas de manutenção. De forma geral, os dados apontam para uma conclusão clara: a idade, por si só, não parece ser um fator determinante para o insucesso dos implantes. Na verdade, vários estudos mostraram que os resultados em pacientes idosos são semelhantes — e por vezes até melhores — do que os observados em pessoas mais jovens. Essa vantagem pode estar ligada a diferentes fatores. Por exemplo, os idosos costumam exercer menos força mastigatória, o que reduz o stress sobre os implantes. Além disso, tendem a seguir melhor as orientações clínicas e a manter uma rotina mais estável. Por outro lado, alguns fatores mostraram-se mais relevantes do que a idade. Entre eles, destacam-se a presença de periodontite avançada, o uso de enxertos ósseos complexos, tabagismo, doenças sistémicas mal controladas e a ausência de manutenção regular. Esses elementos têm impacto direto no prognóstico, independentemente da faixa etária. Assim, os resultados desta revisão indicam que a idade avançada não deve ser vista como uma contraindicação absoluta à colocação de implantes. Mais importante do que a idade cronológica é uma avaliação global e personalizada do paciente. Isso inclui conhecer o estado de saúde geral, a motivação para o tratamento, a capacidade de manter uma boa higiene oral e a possibilidade de realizar acompanhamento clínico contínuo. Em conclusão, a implantologia dentária pode ser uma opção segura, eficaz e duradoura para pacientes idosos. Com um planeamento adequado e uma abordagem individualizada, é possível alcançar bons resultados funcionais e estéticos, mesmo em fases mais avançadas da vida.
