Percorrer por autor "Fernandes, Jacqueline Danitza Rivas Del Castillo"
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- A Hepatite B: análise do grau do conhecimento dos estudantes de Medicina Dentária da FCS-UFPPublication . Fernandes, Jacqueline Danitza Rivas Del Castillo; Guimarães, Duarte; Pina, CristinaA hepatite é uma inflamação do fígado, de origem tóxica ou infeciosa (viral), sendo que existem muitas variedades de vírus: o vírus A, transmitido através dos alimentos e das bebidas, que provoca hepatite; o vírus B, transmitido principalmente através do sangue (transfusões), da saliva e do esperma, que causa mais complicações (há risco de aparecimento de uma forma grave de início, e da passagem a uma forma crónica); os vírus C, D e E, que são mais raros e menos conhecidos. O presente trabalho, que se caracteriza por ser misto, tem como objeto a Hepatite B, a mais perigosa das hepatites que é também uma das doenças mais frequentes do mundo (estima-se que existem mais de 257 milhões de portadores crónicos do vírus), e que ocasiona a necrose das células hepáticas, a falha da função hepática e, por fim, a morte. São dois os objetivos que procuramos alcançar com este trabalho: primeiro, com recurso a metodologias qualitativas, fazer a revisão da literatura mais atual, e segundo, recorrendo a metodologias quantitativas, determinar o grau de conhecimento dos estudantes do 2º e 5º ano do curso de medicina dentária da Universidade Fernando Pessoa sobre a Hepatite B, em especial sobre a imunização e infeção, o que fizemos através da aplicação de um inquérito por questionário a 92 estudantes (50 do sexo feminino e 42 do sexo masculino), de um total de 193 alunos inscritos. Os resultados apontam, em termos globais, para um conhecimento satisfatório do que é Hepatite B quanto a conceitos básicos e teóricos, imunizações, infeções e barreiras de proteção, ainda que, saliente-se, são melhores os resultados obtidos nos questionários aplicados aos estudantes do 5º ano letivo, por comparação com os resultados obtidos juntos dos estudantes do 2º ano letivo. No que se refere ao estado imunológico dos estudantes, só 39,13% tomaram as três doses da vacina da Hepatite B, o que significa que 60,87% estão em situação de estão mais vulneráveis/sensíveis a contrair a doença da Hepatite B, e destes cerca de 39% frequentam o 2º ano do curso, o que deve fazer suar os alarmes, uma vez que são necessárias três doses para induzir numa pessoa uma resposta adequada de anticorpos protetores. A situação imunológica está longe de ser adequada, mas no que se refere a infeções cruzadas os dados são animadores, uma vez que só 11% dos inqueridos responderam já se terem picado com agulhas já utilizadas. A carência de conhecimento sobre a Hepatite B manifestada pelos estudantes, especialmente do 2º ano letivo, pode acontecer devido à não abordagem com profundidade de temas sobre a Hepatite B nas diferentes disciplinas, à falta de campanhas promocionais educativas e informativas sobre este tipo de doença, à inércia intelectual por parte da comunidade estudantil, ou principalmente à falta de estudo. Como consequência direta, resulta o não cumprimento preventivo de biossegurança e o período de imunização, assim como o desconhecimento das complicações, diagnóstico, controlo, tratamento e gestão desta doença.
