Percorrer por autor "Fazio, Davide"
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- Adaptação neural induzida pela reabilitação oral com implantes dentários: revisão integrativaPublication . Fazio, Davide; Silva, Henrique; Santos, Pedro TeixeiraA reabilitação oral, especialmente com o uso de implantes dentários, representa uma solução eficaz e duradoura para pacientes com perda dentária, uma condição que afeta diretamente a mastigação, a fala e a autoestima. Embora os implantes ofereçam benefícios funcionais e estéticos superiores às próteses removíveis, o processo de adaptação a essa nova realidade envolve não apenas aspetos físicos da cavidade bucal, mas também processos neurológicos complexos. A neuroplasticidade, ou capacidade do cérebro de reorganizar suas conexões neuronais em resposta a mudanças ambientais, é um mecanismo fundamental durante a adaptação de pacientes edêntulos reabilitados com implantes. Este estudo teve como objetivo investigar os processos de neuroplasticidade associados à reabilitação oral com implantes dentários, com foco nas mudanças na perceção sensorial oral (principalmente na propriocepção e sensação tátil) e nas alterações nas redes neurais responsáveis pelo controlo motor da mastigação. A revisão foi conduzida através de uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados PubMed e ScienceDirect, abrangendo artigos publicados entre 2008 e 2025. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade foram selecionados 14 estudos os quais demonstraram que a neuroplasticidade desempenha um papel crucial na adaptação de pacientes com perda dentária aos implantes dentários, tanto em termos de controlo motor da mastigação quanto na perceção sensorial oral. Os achados da literatura suportam consistentemente a hipótese de que a reabilitação oral induz uma reorganização funcional nas redes neurais sensório-motoras, o que se traduz em melhorias objetivas na função mastigatória e na perceção sensorial oral. Este estudo evidencia a importância de integrar a compreensão dos processos neurológicos na reabilitação oral com implantes, proporcionando melhores resultados para os pacientes, com base não só em aspetos físicos, mas também neurológicos da adaptação. Contudo, existem poucos estudos longitudinais em humanos com recurso a neuroimagem funcional, bem como a falta de padronização na avaliação da propriocepção peri-implantar.
