Percorrer por autor "Enes, Maria Abreu"
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- O papel da nutrição na patogénese e no tratamento de doenças neurodegenerativasPublication . Enes, Maria Abreu; Leal, Fernanda; Cardoso, Inês LopesO envelhecimento da população mundial e a adoção de estilos de vida inadequados estão entre as principais causas de progressão das doenças neurodegenerativas. Atualmente, a doença de Alzheimer e a doença de Parkinson são as patologias neurodegenerativas mais prevalentes, impactando significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. Embora cada uma apresente mecanismos fisiológicos distintos, ambas provocam alterações cerebrais e motoras acentuadas. Como ainda não existe cura para estas doenças, a prevenção e o tratamento assumem um papel fundamental. Neste sentido, nos últimos anos, têm sido desenvolvidas diversas pesquisas na área da nutrição com o objetivo de identificar padrões alimentares capazes de prevenir e/ou tratar estas doenças. Verificou-se que, o elevado consumo de alimentos processados e ricos em gordura, característicos da dieta Ocidental, contribui para a inflamação sistémica do organismo, afetando sobretudo a saúde intestinal através da disbiose da microbiota, e a saúde cerebral. Em contrapartida, diferentes estudos sugerem que a adesão a padrões alimentares saudáveis e equilibrados, como a dieta Mediterrânica, a dieta DASH, a dieta MIND e a dieta cetogénica, demonstra potencial anti-inflamatório e neuroprotetor, devido à riqueza em nutrientes e antioxidantes. Todas estas dietas baseiam-se principalmente no consumo de alimentos naturais, variados e minimamente processados, ricos em fibras, gorduras saudáveis, vitaminas e minerais, que contribuem substancialmente para a proteção contra o stress oxidativo, a disfunção mitocondrial e a neuroinflamação, fatores associados à fisiopatologia das doenças neurodegenerativas. Entretanto, emergiram novos padrões dietéticos, como a dieta de redistribuição da proteína e a dieta com baixo teor de proteína, com a finalidade de aumentar a eficácia do fármaco usado no tratamento de indivíduos com a doença de Parkinson. Apesar disso, existem discrepâncias nos benefícios reportados entre os diferentes estudos que investigam estes padrões alimentares, pelo que são necessários mais estudos para consolidar a evidência científica existente.
