Percorrer por autor "Costa, Mariana Moreira da"
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- Cisto odontogénico da mandíbula: caso clínicoPublication . Costa, Mariana Moreira da; Lopes, Otília; Magalhães, SóniaO presente trabalho descreve um caso clínico de um quisto odontogénico da mandíbula, diagnosticado em indivíduo do sexo masculino, caucasiano, com 39 anos de idade, cuja principal manifestação clínica consistiu na parestesia do hemilábio inferior esquerdo. No exame inicial, o paciente apresentava uma lesão cística com 40 mm, associada ao dente 38 incluso e envolvendo os dentes 36 e 37, sendo o diagnóstico imagiológico inicial sugestivo de quisto dentígero. Apesar de se tratar de uma lesão benigna, é, no entanto, potencialmente destrutiva, uma vez que pode comprometer estruturas dentárias e ósseas. O objetivo do estudo é relatar o diagnóstico, protocolo cirúrgico e acompanhamento pós-operatório de um paciente com um quisto dentígero mandibular, enfatizando a importância de um diagnóstico precoce e preciso através de instrumentos como a ficha clínica, fotografias, exames radiográficos (ortopantomografias e tomografia computorizada) que guiaram o diagnóstico, planeamento pré-cirúrgico, acompanhamento pós-cirúrgico do paciente e confirmação histopatológica, essenciais para diferenciar o quisto de outras lesões semelhantes. A intervenção cirúrgica consistiu na enucleação completa sob anestesia geral, com remoção do dente associado e preservação do feixe vásculo-nervoso alveolar inferior. O diagnóstico definitivo foi estabelecido por exame histopatológico. A evolução pós-operatória no presente caso clínico demonstrou recuperação neurossensorial progressiva, compatível com reversibilidade da compressão nervosa. São discutidas as implicações clínicas do envolvimento do nervo alveolar inferior por lesões císticas expansivas, as opções terapêuticas disponíveis e a importância do seguimento clínico prolongado, com avaliação imagiológica sequencial. Este estudo de caso enfatiza a relevância do diagnóstico precoce e da abordagem cirúrgica criteriosa na prevenção de sequelas neurológicas, contribuindo para a melhoria da função mandibular e da qualidade de vida do paciente. Pretende-se, ainda, reforçar o papel do médico dentista na identificação de sinais de alarme neurológicos e na atuação multidisciplinar em contexto de patologia maxilofacial benigna de comportamento potencialmente agressivo.
