Percorrer por autor "Costa, Cristiana Isabel Santos"
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- Influência do microbioma no desenvolvimento de dermatite atópica e psoríasePublication . Costa, Cristiana Isabel Santos; Ferraz, Maria PiaA pele é o maior órgão do corpo humano, colonizado por um diverso meio de microrganismos, a maioria dos quais são inofensivos ou até benéficos para o hospedeiro. A colonização é impulsionada pela ecologia da superfície da pele, que é altamente variável dependendo da localização topográfica, fatores endógenos do hospedeiro e fatores ambientais exógenos. As respostas imunes cutâneas inatas e adaptativas podem modular a microbiota da pele, mas a microbiota também atua na educação do sistema imunológico. Nesta dissertação pretende-se perceber a influência do microbioma no desenvolvimento de duas doenças de pele, por vezes confundidas, dermatite atópica e psoríase. Nesse sentido, foi alvo de análise as características, a constituição e a distribuição do microbioma da pele e a importância da manutenção de uma microbiota comensal equilibrada e funcional. Adicionalmente, foram identificadas as características e manifestações clínicas da dermatite atópica e psoríase, bem como os tratamentos e fármacos empregues em cada patologia. Também foi explorado o uso de prebióticos e probióticos na prevenção e tratamento. Foi ainda alvo de análise a associação das duas patologias com a microbiota cutânea alterada. Assim, enquanto a dermatite atópica é dominada por uma única espécie microbiana (Staphylococcus aureus), várias espécies estão associadas com a psoríase. Concluiu-se que estas doenças são complexas e multifatoriais. Ambas determinam um impacto na qualidade de vida que pode ser devastador, com repercussões na vida pessoal, profissional, sexual e financeiras. O melhor tratamento é o tratamento personalizado que mais se adeque a cada caso e a cada doente. Desta forma, o farmacêutico é muitas vezes o primeiro interveniente neste tipo de patologias, já que o utente recorre em primeiro lugar à farmácia para reportar alguma alteração da pele. O farmacêutico deve, portanto, ser capaz de identificar os sintomas e encaminhar o utente para o seu médico, assim como recomendar estratégias de prevenção e tratamentos adequados.
