Percorrer por autor "Cabral, Tiago Filipe Piloto"
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- Atitudes dos Alunos sem Deficiência Face à Inclusão de Alunos com Deficiência nas Aulas de Educação FísicaPublication . Cabral, Tiago Filipe Piloto; Ventura, TerezaA deficiência deve ser encarada como uma mala que a pessoa transporta e que a limita em algumas tarefas, mas não em todas (Sherrill, 2004, cit. in Nobre, 2009). Tendo em conta que as atitudes negativas por parte dos alunos sem Necessidades Educativas Especiais (NEE) são barreiras face à inclusão de alunos com NEE nas aulas de Educação Física (EF) (Freese e Yun, 2007, cit. in Teixeira, 2014) torna-se importante compreender as atitudes e os comportamentos dos alunos sem deficiência, com o objetivo de promover atitudes positivas face à inclusão de alunos com deficiência nas aulas de EF. Assim, o objetivo geral deste estudo é avaliar as atitudes dos alunos sem deficiência face à inclusão de alunos com deficiência nas aulas de Educação Física (EF). Pode definir-se inclusão como a filosofia que suporta a ideia de colocar alunos com NEE, em salas de aula, conjuntamente com alunos sem NEE (Block, 2007, cit. in Nobre, 2009), no entanto isso não chega para promover uma inclusão de qualidade. O presente estudo abrangeu 164 alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico, sendo 88 do género feminino e 76 do género masculino, com Média de idades de 13,73 anos e Desvio Padrão (DP) 1,367. Foi suportado na aplicação do questionário Childrens Attitudes Toward Integrated Physical Education-Revised (CAIPE-R), (Block, 1995) traduzido e adaptado por Campos & Ferreira (2008) e validado por Campos, Ferreira e Block (2013), antes e após a aplicação de Atividades Inclusivas (AI), baseadas no Dia Paralímpico na Escola (DPE) e nos projetos Desporto Para Todos e Bicas na Escola, dinamizados pela Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD). Pretendeu-se também determinar a influência que o género, a presença de familiares ou amigos com deficiência (PFAD), a presença de pessoas com deficiência na turma (PPDT), a presença de pessoas com deficiência na aula de EF (PPDAEF) e o nível de competitividade, exercem nas atitudes globais na EF (AGEF), nas atitudes específicas face à inclusão de alunos com deficiência na EF (AEEF) e nas suas atitudes face à alteração de regras (AFAR) para garante da inclusão. Concluiu-se que as atitudes dos alunos sem deficiência face à inclusão de alunos com deficiência nas aulas de EF são, em parte, favoráveis. Verificou-se que as atitudes dos alunos do género feminino, comparativamente com os alunos do género masculino, apresentam diferenças estatisticamente significativas, sendo aquelas mais favoráveis face à inclusão de alunos com deficiência nas aulas de EF. Pretendeu-se com este estudo contribuir positivamente para a melhoria do processo de inclusão nas aulas de EF.
