Percorrer por autor "Azevedo, Ana Catarina Rodrigues de"
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- O papel do Farmacêutico nos estudos de Farmacogenética: uma proposta para a Farmácia ComunitáriaPublication . Azevedo, Ana Catarina Rodrigues de; Medeiros, RuiIntrodução: A farmacogenética (PG) está atualmente em rápido desenvolvimento, define-se como a disciplina que estuda as variações hereditárias que condicionam a resposta individual aos fármacos, nomeadamente por processos de farmacocinética e farmacodinâmica. Considera não só os mecanismos moleculares originários de RAM mas também os biomarcadores que permitem identificar as pessoas de risco. Uma alteração da atividade enzimática pode originar uma ineficácia no tratamento ou toxicidade. A aplicação da farmacogenética em farmácia comunitária é não só numa necessidade como um desafio. Objetivo: Identificar o conhecimento dos farmacêuticos comunitários sobre a área da PG, recorrendo a um questionário e concretizar uma proposta de guideline para aplicar em farmácia comunitária. Investigar na literatura, informação referente ao conhecimento destes profissionais de saúde sobre PG, recorrendo a uma revisão bibliográfica. Metodologia: Elaboração de um questionário, anónimo e confidencial, preenchido por farmacêuticos com atividade em farmácia comunitária, no distrito do Porto. São abordados temas como, o grau do de conhecimento e formação dos farmacêuticos sobre PG, ação dos farmacêuticos perante uma RAM, conhecimento dos utentes sobre polimorfismos genéticos e viabilidade de testes de PG em farmácia comunitária. Resultados e discussão: Foram obtidas respostas ao questionário por 72 farmacêuticos, sendo 13 do género masculino e 59 do género feminino. Nos resultados, observamos que o conhecimento sobre PG está fortemente associado ao facto dos farmacêuticos concluírem a Licenciatura no ano 2000 ou posteriormente, (90,0% vs 9,1%). Neste caso, estes profissionais afirmam ter formação universitária sobre PG (89,3%), polimorfismos genéticos (100%), e acreditam ser viável a realização de testes PG na farmácia comunitária (73,3%). Mais ainda, 85,7% dos farmacêuticos, classificaram a sua formação como “razoável” e apenas 14,3% classificaram a sua formação como “boa”, com 51,1% a demonstrar interesse em frequentar uma formação sobre PG. Conclusão: Na população estudada o grau de conhecimentos sobre PG é baixo, principalmente nos farmacêuticos que terminaram a licenciatura anteriormente ao ano 2000. Considera-se necessário introduzir a PG no plano curricular das universidades em Portugal, à semelhança de outros países, e formações profissionais para os farmacêuticos. Aguardam-se mais estudos e novos testes de PG, direcionados para as necessidades dos utentes das farmácias em Portugal.
