Percorrer por autor "Asad, Amira"
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- Designs de cavidade de acesso: preservação estrutural e risco de fraturas dentárias póstratamento endodôntico – revisão integrativaPublication . Asad, Amira; Martins, Luís FrançaA cavidade de acesso é a etapa inicial do tratamento endodôntico e desempenha um papel crucial na eficácia e longevidade do dente tratado. A presente estudo tem como objetivo comparar os diferentes designs de cavidade de acesso, tradicional (TradAC), conservadora (ConsAC) e ultraconservadora (UltraAC) quanto à preservação estrutural do dente e o risco de fraturas dentárias pós-tratamento endodôntico. Por meio de uma revisão integrativa da literatura científica publicada entre 2015 e 2025, foram analisados 45 artigos, onde foram priorzados estudos in vitro, revisões sistemáticas e meta-análises que abordassem a relação entre o design da cavidade de acesso e fatores como resistência à fratura, eficácia da instrumentação e qualidade da obturação. Os resultados demonstraram que cavidades minimamente invasivas (ConsAC e UltraAC) preservam melhor a estrutura dentária e contribuem para maior resistência à fratura, principalmente em dentes com estrutura coronária remanescente reduzida. No entanto, esse benefício estrutural pode vir acompanhado de desafios clínicos, como a dificuldade na localização dos canais e maior risco de insucesso da instrumentação e obturação, o que pode comprometer o selamento e favorecer a reinfeção. A literatura também revela que o uso de tecnologias auxiliares, como microscópio operatório e instrumentos ultrassónicos, é essencial para superar as limitações dos acessos conservadores. Além disso, a técnica restauradora empregada após o tratamento endodôntico influencia significativamente a resistência final do dente, sendo muitas vezes mais determinante do que o tipo de cavidade utilizado. Embora a cavidade de acesso tradicional ofereça previsibilidade e facilidade de execução, sua abordagem mais invasiva compromete a integridade biomecânica do dente a longo prazo. Por outro lado, a UltraAC apresenta grande potencial em termos de preservação, mas requer maior precisão técnica e suporte tecnológico para garantir sua eficácia clínica. Conclui-se que, embora os acessos conservadores ofereçam vantagens biomecânicas claras, ainda são necessários mais estudos clínicos robustos para validar sua superioridade e viabilidade em longo prazo. A escolha do design ideal deve considerar não apenas a anatomia dentária e o caso clínico, mas também os recursos disponíveis e a experiência do profissional.
