Percorrer por autor "Almeida, Silvana de Jesus Tavares"
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- As atitudes dos professores do 1º ciclo: percepções e atitudes dos alunos sem NEE face à inclusão dos alunos com NEE na sala de aula no concelho da Ribeira GrandePublication . Almeida, Silvana de Jesus Tavares; Coelho, FátimaA temática deste estudo inscreve-se no modelo de escola inclusiva e tem como objetivos determinar quais os fatores que melhor descrevem as atitudes dos professores do 1º ciclo do ensino básico (1º CEB) face à inclusão de alunos com necessidades educativas especiais (NEE), na sala de aula, no concelho da Ribeira Grande, bem como compreender as relações existentes entre as variáveis (tipo de professor; formação recebida; experiência docente; idade; tempo de serviço e habilitações académicas) com as atitudes face à inclusão. Pretende-se, igualmente, conhecer as perceções e atitudes dos alunos sem NEE face à inclusão dos seus pares com NEE, conhecer e descrever a forma como os primeiros percecionam a natureza, as causas da deficiência e expetativas de vida futura. Neste estudo de cariz descritivo foi utilizada uma metodologia mista na qual participaram 66 Professores do 1ºCEB (57 do ensino regular e 9 de educação especial) do concelho da Ribeira Grande, aos quais foi aplicada uma escala de avaliação de atitudes (AFI). Participaram, também, 16 alunos sem NEE pertencentes a 2 turmas do ensino regular inscritas em escolas inclusivas, com idades compreendidas entre os 8 e 10 anos de idade, através da realização de grupos focais. Os resultados desta investigação sugerem que os docentes do ensino regular apresentam atitudes menos favoráveis à inclusão de alunos com NEE, quando comparados com os docentes de educação especial. No que respeita à formação especializada, contínua e à experiência docente em NEE, as mesmas influenciam as atitudes positivas face à inclusão. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nas variáveis idade, tempo de serviço, habilitações académicas e as atitudes. No que respeita às perceções e atitudes dos alunos sem NEE face aos seus pares, o estudo sugere que os alunos percecionam melhor os seus pares com NEE quando já tiveram experiências de contacto com os mesmos. Os alunos revelaram atitudes mais favoráveis à inclusão de alunos com limitações no domínio motor do que no mental, o mesmo acontecendo em relação às expetativas de vida futura, como a possibilidade de casar, ter filhos e trabalhar.
