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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
É hoje sobejamente conhecido o papel preponderante dos meios de comunicação social na formação, estruturação e perpetuação de estereótipos que perfazem parte dos processos cognitivos organizadores
de uma sociedade. Para podermos obter, entre outras coisas, uma imagem da receptividade da sociedade portuguesa face a grupos
sociais que não se encontram no seu “mainstream”, a análise crítica
dos discursos da imprensa averiguou-se de uma pertinência metodológica fundamental. Foi, por conseguinte, efectuada uma análise da imprensa portuguesa entre os anos 1993-1996, nomeadamente de três suportes jornalísticos, o Público, o Correio da Manhã, o Expresso; e seus discursos e temáticas face aos Africanos provenientes dos PALOP e face aos portugueses de etnia cigana. O que este artigo nos sugere è a
existência de um processo de etnicização de grupos minoritários na imprensa portuguesa, que de um processo de narrativa jornalística
factual centrada nalguns tópicos/estereótipos se reorganizou num
processo de tratamento dos grupos considerados como um problema social.
Descrição
Palavras-chave
Imprensa Estereótipos Africanos Ciganos Etnicização
Contexto Educativo
Citação
Antropológicas. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa. ISSN 0873-819X. 6 (2002) 247-263.
