Percorrer por autor "Valenti, Eugenio"
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- Reabilitações com implantes subperiósseos para atrofias maxilaresPublication . Valenti, Eugenio; Pimentel, FredericoIntrodução: Quando os doentes têm uma atrofia óssea severa e se torna impossível a colocação de implantes endósseos é possível recorrer-se a técnicas cirúrgicas regenerativas, tais como: enxerto ósseo em bloco, split da crista óssea alveolar, elevação do seio maxilar, distração óssea, lateralização do nervo alveolar inferior, ou outras formas de regeneração óssea. A associação da tecnologia digital à implantologia, e o uso de novos métodos imagiológicos e novos materiais ajudaram a simplificar, melhorar e acelerar variados procedimentos cirúrgicos e permitiram que diversas técnicas de impressão 3D fossem usadas para fabricação de elementos personalizados perfeitamente adaptados aos requisitos anatómicos específicos do doente. Assim, foi possível recuperar técnicas usadas no passado que caíram em desuso, como a da colocação de implantes subperiósseos que permitiu a redução do tempo de tratamento que passou de duas para uma sessão cirúrgica, com custos mais reduzidos para o doente e em particular a resultados mais precisos e previsíveis logo, mais seguros especialmente em doentes idosos que possuam anomalias anatómicas, que não queiram passar por procedimentos cirúrgicos regenerativos complexos e necessitem de reabilitações protéticas. Desta forma, o objetivo principal desta revisão é estruturar e sintetizar a informação que está disponível relativamente à sobrevivência dos implantes subperiósseos em doentes com maxilas severamente atróficas, face aos implantes endósseos convencionais. Metodologia: Com este trabalho pretende-se responder à seguinte questão: “Em pacientes com atrofia maxilar óssea, os implantes subperiosteais apresentam taxas satisfatórias de sobrevida e complicações dos implantes?”. Para a formulação desta questão foram considerados os critérios PIO: População – Pacientes que apresentem atrofia maxilar e necessitem de reabilitação oral; Intervenção – Colocação de implante subperiósseo; Outcome – Sobrevivência do implante e complicações existentes. A pesquisa foi realizada em diferentes bases de dados: PubMed, ScienceDirect e GoogleScholar, com os artigos elegíveis a serem identificados e selecionados seguindo as guidelines PRISMA. Resultados: Foram incluídos 8 artigos, sendo que 5 são case series, e dos restantes 3 um é observacional, outro multicêntrico prospetivo, e o último multicêntrico retrospetivo. Os estudos selecionados incluíram dados de 111 implantes subperiósseos colocados em 107 pacientes (61 mulheres / 46 homens) com idade média ponderada de 59,1 anos. Os vários estudos analisaram a taxa de sobrevivência bem como complicações decorrentes da utilização de implantes subperiósseos. Verificou-se que os implantes subperiósseos apresentaram uma sobrevida satisfatória a curto prazo (tempo médio ponderado de acompanhamento de 15,6 meses; intervalo médio de 1 a 74 meses), mas há escassez de dados sobre as suas taxas de sucesso e comportamento clínico de médio ou longo prazo. A exposição do braço vertical acima dos pilares sem sinais de mucosite é uma complicação comum mas não parece prejudicar a sobrevivência do implante ou ser percebido como um problema pelo paciente. Conclusões: Com base nos estudos disponíveis (observacionais), o implante subperiósseo "moderno" provou ser uma técnica segura para reabilitação de arcada completa em pacientes com atrofia maxilar grave, com uma sobrevida satisfatória no curto espaço de tempo. No entanto, mais estudos com períodos de acompanhamento mais longos são necessários para monitorizar a reabsorção óssea e o estado de saúde dos tecidos moles para além de 5 anos, para validar a taxa de sucesso e o comportamento clínico a médio e longo prazo.
