Percorrer por autor "Silva, Érica Sofia Costa da"
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- Entre a emergência do interesse e as práticas de utilização do Tinder: experiências de utilizadores portuguesesPublication . Silva, Érica Sofia Costa da; Santos, LuísA emergência das tecnologias digitais e das aplicações de encontros transformou profundamente as dinâmicas sociais, afetivas e comunicacionais, o que suscitou novas questões sobre os processos de formação e desenvolvimento de vínculos interpessoais e as motivações subjacentes ao seu uso. O Tinder é uma aplicação de encontros, que permite conectar os seus utilizadores com base na sua localização e preferências. A necessidade de explorar discursos e trajetórias de utilizadores portugueses do Tinder, contextualizando a emergência, desenvolvimento e avaliação das suas práticas constitui-se o objetivo do presente estudo, dada a escassez de estudos no contexto português. Na presente investigação, qualitativa e fenomenológica, foram conduzidas entrevistas online, em profundidade e semiestruturadas, a seis participantes com idades compreendidas entre os 20 e os 25 anos. Foram analisadas as trajetórias de uso, os motivos que conduziram à instalação da aplicação, os padrões de autoapresentação, as estratégias de gestão de privacidade, bem como os significados atribuídos às interações estabelecidas. A análise temática dos resultados permitiu identificar três temas: 1. Entre a curiosidade e a instalação do Tinder; 2. Motivações para o uso do Tinder; e 3. Experiências de utilização: balanços e perspetivas críticas. No geral, os resultados sugerem a popularidade da aplicação e a influência do meio social como gatilhos para a criação de um perfil construído estrategicamente de modo a minimizar riscos e a potenciar a satisfação de motivações associadas à validação pessoal, à conquista e à procura intencional do prazer episódico ou duradouro. Destacam ainda uma avaliação positiva da utilização da aplicação, como a facilidade dos contactos e interações, assim como o reforço da imagem de si, que coexiste com aspetos menos positivos, como uma certa precariedade relacional fomentada e justificada pela imaterialidade da comunicação.
