Percorrer por autor "Santos, Filipe Miguel da Cunha Saraiva"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- A doença de Alzheimer: importância dos metais na neuropatologia da doençaPublication . Santos, Filipe Miguel da Cunha Saraiva; Leal, Fernanda; Catarino, RitaA doença de Alzheimer foi identificada pela primeira vez pelo psiquiatra e neuropatologista alemão Alois Alzheimer, em 1906. É descrita como uma doença que proporciona uma redução do número de neurónios, com diminuição da síntese dos neurotransmissores de uma forma lenta, progressiva e irreversível. É um mal social que actualmente não tem cura, uma das piores doenças em todo o mundo e que afecta em maior número os idosos. A grande dificuldade na resolução definitiva desta questão prende-se, essencialmente, com a complexidade do diagnóstico clínico e com a ambiguidade dos critérios de diagnóstico correntes. O carácter subjectivo de alguns sintomas e a fiabilidade duvidosa dos instrumentos utilizados na sua avaliação constituem dificuldades adicionais no seu diagnóstico rigoroso e conclusivo. O desenvolvimento do conceito de demência e diagnóstico revela ser fulcral para o melhor entendimento da doença de Alzheimer. Neste trabalho é possível inferir como se manifesta a doença de Alzheimer, passando pela caracterização do péptido β-amilóide e da proteína precursora amilóide e de todos os processos envolvidos, assim como a relação que existe com o colesterol e a cafeína. O equilíbrio dos metais iónicos é crucial para muitas funções fisiológicas, em particular no sistema nervoso central. Os iões metálicos como o cobre, o ferro e o zinco são essenciais para o desenvolvimento e manutenção de várias actividades enzimáticas, funções mitocondriais, neurotransmissão, bem como memorização e aprendizagem. As células têm a capacidade de controlar a homeostasia dos iões metálicos. Contudo, havendo uma desregulação na homeostasia dos metais iónicos e uma consequente alteração do balanço iónico, pode resultar num estado grave de doença, proporcionando desordens neurodegenerativas como a doença de Alzheimer. O melhor entendimento de todas as interacções dos iões metálicos com os componentes intra e extracelulares do sistema nervoso central, em condições normais, e durante o processo de neurodegeneração, é essencial para o desenvolvimento de terapias eficazes.
