Percorrer por autor "Santos, Ana"
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- Do broadcast ao streaming: Opto, a nova forma de ver televisão em portuguêsPublication . Santos, Ana; Torres, RuiCom a chegada de um novo milénio fomos confrontados com um cenário de convergência entre as indústrias das telecomunicações, da informática e dos conteúdos. As transformações que têm vindo a ocorrer em terrenos das tecnologias de informação e comunicação anunciam outra era, vista com otimismo por uns e com pessimismo por outros, no entanto é impossível negar a magnitude da revolução tecnológica que guia a sociedade de informação e a produção de conteúdos audiovisuais. Nestes novos tempos surgiram diferentes formas de transmitir conteúdos e informação. Um conjunto de inovações tecnológicas nas áreas da televisão e da Internet têm-se materializado sobretudo numa crescente proliferação de serviços que a web tem para oferecer, incluindo a emissão de canais de televisão online, a disponibilização de vídeos online e a criação de plataformas de streaming. A rápida penetração da banda larga transformou a Internet numa promissora rede de difusão audiovisual. Além de permitir disponibilizar vídeos on demand, oferece, também, a possibilidade de difusão de vídeo em tempo real com recurso a tecnologias como o streaming. Encontramo-nos, portanto, perante um modelo inovador de distribuição de conteúdos audiovisuais: a forma como se produzem e consomem, hoje, não é a mesma de há 10 anos. Mas o que mudou? E porque mudou? A televisão dita "tradicional" e os seus profissionais estarão ameaçados? Como evoluiu a televisão de ontem para hoje, quer em termos de forma, quer em termos de conteúdo? Os serviços de streaming são, já, a nova forma de ver televisão? E é precisamente sob o slogan: “uma nova forma de ver a SIC” que a Opto surgiu em Portugal. Na nossa investigação temos como objetivo perceber em que direção caminha a televisão clássica e se as mais recentes formas de ver televisão constituem um adversário ou um aliado na (re)invenção do conceito de ver televisão, tendo como estudo de caso a Opto, o primeiro e, até ao momento, único serviço de streaming pago em português.
- Opto, a nova forma de ver televisão em portuguêsPublication . Santos, Ana; Weber, Patricia; Nogueira, Ana Gabriela C. Frazão; Silva, Dora Santos; Cardoso, Fátima Lopes; Ito, Liliane de LucenaNo relatório da ANACOM 2021, Portugal é o quarto país da UE27 em que o serviço streaming mais cresceu, assegurando, os portugueses, a 15ª posição do ranking europeu. De acordo com o mesmo texto, estes números vêm confirmar os de 2020, ano em que, no nosso país, o vídeo streaming on demand chegou aos 34%, um acréscimo de 20% relativamente a 2018, justificado pelo período de pandemia. Outro dado de relevo que esse mesmo documento indica é que são os indivíduos entre os 16 e os 34 anos, estudantes com ensino superior e rendimentos mais elevados, que apresentam mais recetividade (e acesso) ao streaming. Isto quer dizer que hoje, como nunca, a tecnologia conceptualiza espaços e tempos, imiscuindo-se, sem reservas, em todas as áreas e, por isso, de todas as conceptualizações de tipologias geracionais que cada avanço cronológico sistematizou, chegámos à “geração de screenagers” (Muanis, 2013). De facto, mais de que uma transformação, a adaptabilidade e abrangência do Media proporcionou a que a televisão se metamorfoseie evolutivamente do analógico ao digital, primeiro, e do broadcast ao streaming, fintando, sub-repticiamente, a morte anunciada. É, aliás, principalmente neste Media que se confirma McLuhan (1994), na constatação de que um Media, em vez de desaparecer, modifica-se. Falamos de convergência (McQuail, 2003) e de remediação (Bolter & Grusin, 2000), de que o ‘prime time’ dá lugar ao ‘my time’, de uma nova realidade com grande impacto e poder de influência nos modos de fazer, de circular e de assistir televisão (Rios, 2021). Mas até quando? Ou seja, poderão, de facto, as novas plataformas de streaming ditar o fim paulatino do broadcast, ou, pelo contrário, constituem, de facto, um aliado na (re)invenção dos conceitos de produzir e ver televisão? Em Portugal há um serviço, pioneiro e, até ao momento único, em língua portuguesa. A OPTO, foi lançada em 2020 e, segundo assume o seu canal propulsor, é “uma nova forma de ver a SIC”. De acordo com o site oficial (Opto, 2022), o serviço streaming da SIC leva ao público mais de 8 mil horas dos melhores conteúdos nacionais e não só. Acima de tudo, é uma estratégia diferente da RTP Play. Na verdade, ambas reclamam, para si, o pioneirismo e poderão fazê-lo, mas por circunstâncias distintas: ao contrário da RTP Play e também da TVI Player, a OPTO é o primeiro serviço nacional pago, sujeito a subscrição, com conteúdos exclusivos e em língua portuguesa e é aquela que mais se assemelha à Netflix, o motor de todo este novo paradigma. O presente texto, tem por base uma dissertação de mestrado apresentada na Universidade Fernando Pessoa e é suportado por uma pesquisa qualitativa de metodologia mista. Ou seja, para melhor ficar a conhecer a interface e funcionalidade da plataforma de streaming OPTO, teve-se por base Yin (2016) e Chizzotti (2018) e não só se efetuou a sua observação e análise quantitativa dos conteúdos disponibilizados pela OPTO em comparação com a RTP Play, (o serviço streaming da televisão pública nacional), mas também foi realizado um conjunto de onze entrevistas baseadas em questões semiabertas e dirigidas. De uma forma transversal, pode-se resumir os conteúdos recolhidos como a confirmação de McLuhan, ou seja, tanto o broadcast como o streaming têm lugar neste novo panorama do audiovisual, bastando, para tal, soluções criativas por parte dos players, já para não falar dessa convergência omnipresente e multiscreen, uma complementaridade que se torna cada vez mais evidente.
- Psychological status of women with breast cancer during chemotherapyPublication . Santos, Ana; Silva, Isabel; Guimarães, Raquel; Meneses, RuteA breast cancer diagnosis and corresponding treatments bring several consequences to women at many distinct levels, particularly on a psychological level with the fast change of their routines and even of their bodies. As such, it seems important to understand to what factors women attribute their psychological state during or shortly after chemotherapy. Therefore, it was carried out a qualitative cross-sectional study with the main objective: to comprehend which factors contribute to women’s psychological state, in their perception, during or shortly after the submission to chemotherapy. Twenty-five women with breast cancer submitted to neoadjuvant chemotherapy were recruited through a non-probabilistic convenience sampling method. Data were collected through a structured interview and were analysed using Grounded Theory. Ten categories women consider as factors that contribute to their psychological state were identified: diagnosis’ impact; treatment’s side effects; psychological symptoms; excessive information; general well-being; social support; personal characteristics; health care; and external factors to the disease. These results show that several factors affect women psychologically during chemotherapy: some negatively and others positively. We concluded that psychologists should give personalised attention to each patient to understand their needs for being more capable of promoting factors that positively contributed to these women psychological state.
